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sábado, 27 de junho de 2020

A Odisséia dos Tontos (La Odisea de Los Giles)

Argentina 2019

Não é à toa que os argentinos estão mundialmente muito melhor ranqueados do que os brasileiros em matéria de cinema. Deve ser porque brasileiro faz tudo no padrão globo e padrão globo, significa novela. Por isso, a maioria das produções nacionais, pendem para o lado novelesco e a salsicha acaba caindo do cachorro quente.
Um bom exemplo de como seguir um padrão hollywoodiano (que ajuda bastante na avaliação da crítica), é esse filme do diretor  Sebastián Borensztein de “Um Conto Chinês” de 2011 (outro bom filme).
Recebeu o título “Heróic Losers” nos States e conta a história de um grupo de moradores de uma cidadezinha chamada Alsina, que são atingidos duramente pelo confisco dos valores pelo governo de Domingo Cavallo em 2001, o tal Corralito, similar ao golpe dado pelo governo Collor e a megera Zelia Cardoso em 1990 no Brasil.
O grupo que tinha juntado uma boa grana para abrir uma cooperativa agrícola, ficou com uma mão na frente e outra atrás, mas depois de um tempo, descobrem um segredo envolvendo o gerente do banco local, que mancomunado com um sujeito malandro, tinham se apoderado da dinheirama toda.
Daí é hora dos velhotes colocar em prática um plano bestial para recuperar a grana surrupiada.
É uma boa história, filmada em belas locações e com um elenco de veteranos, encabeçado pelo eterno galã argentino Ricardo Darin. O que atrapalha um pouco é que em alguns momentos parece uma história contada por velhinhos, daquelas que você tem que ter uma certa paciência e esperar as inevitáveis pausas e enrolações. É bom, mas se tivesse uns quinze minutos a menos, ficaria bem melhor.
Mesmo assim, um bom filme.
Obs: Só achei a atriz Verónica Llinás meio velha para o papel da Lídia.
Nota 7.1 de 10
IMDb: 7.4

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Queen & Slim

USA 2019
Tem gente comparando esse filme ao "Bonnie & Clyde", mas apesar de ser um road movie com um casal fugindo da polícia, depois de ter matado um policial numa abordagem abusiva por serem negros, as coincidências param por ai.
Queen e Slim fogem pelas estradas na tentativa de chegar a um lugar onde receberão ajuda para deixar o país. Enquanto isso, o vídeo da morte do policial viraliza na internet, gerando protestos (alguns violentos) e o apoio da população. Tudo isso vai rotulando o casal como um símbolo de resistência. Ruim pra eles que só estavam voltando pra casa, depois de um encontro meia boca.
É um filme marcante que fica na cabeça da gente. Boa parte disso, se deve à atriz Jodie Turner-Smith que compôs uma personagem carismática ao lado do já consagrado Daniel Kaluuya e não tem como a gente não torcer por eles. Acho que a moça tem futuro.
A diretora Melina Matsoukas é famosa por dirigir videoclips e pra mim, faltou apenas um pouco de ritmo.
Recomendo grandemente.
Com Bokeem Woodbine
Nota 7.5 de 10
IMDb: 7.0

O Chamado da Floresta (The Call of The Wild)

USA 2020
Buck é um cachorrão mestiço de São Bernardo e Pastor que tem a sua vidinha de lorde numa bela casa na Califórnia virada pelo contrário, ao ser sequestrado por traficantes de cães (pois é...).
Acontece que na época (meados de 1800), estava tendo uma corrida do ouro lá pros lados do Alaska e precisavam de cães para puxar trenós na neve. Com a demanda grande e a oferta pequena, já viu né.
Passado o período de adaptação, lá na imensidão da natureza seus valores caninos vão aflorar e ele vai descobrir que é forte, valente, fiel e um líder de coragem e de bom coração. Primeiramente vai conhecer um amigão Perrault (Omar Sy) e depois outro, mais amigão ainda John Thornton (Harrison Ford).
A história clássica criada por Jack London em 1913, já teve outras adaptações e até uma historinha curta num desenho do Snoop. 
Os cães são criados em CGI (Computer-Generated Imagery) e o diretor Chris Sanders de “Como Treinar seu Dragão”, soube aproveitar os recursos, mas os clichês melodramáticos chateiam um pouco.
É um filme típico de Sessão da Tarde, daqueles bem família.
Quebra um galho.
Com Dan Stevens de “A Bela e a Fera” de 2017 e Karen Gillan dos novos “Jumanji
Nota 6.7 de 10
IMDb: 6.8

O Gigante de Ferro (The Iron Giant)

USA 1999
Animação em que um gigante alienígena cai na terra e faz amizade com um menino. A chegada do monstrengo tem outras testemunhas, então o governo manda um investigador idiota para constatar se a coisa é de verdade mesmo.
O tal sujeito enviado é aquele típico imbecil que dá uma sorte danada.
Ele vai juntando pistas até que descobre o paradeiro do gigante e então se dedica a fazer de tudo para destruir a criatura que é amistosa e não fez mal a ninguém a não ser destruir um barco, uma estação de energia e devorar alguns carros... besteirinhas de nada...
O diretor Brad Bird de “Os Incríveis” e “Ratatoille” dosou tudo na medida certa. Suspense, comédia, drama e indignação.
Impossível não torcer e não simpatizar com o bicho.
Lembrando que O Gigante de Ferro reapareceu em "O Jogador Número Um" do Spilberg.
Com Vin Diesel fazendo a voz do robô e Jennifer Aniston.
Nota 8.0 de 10
IMDb: 8.0

terça-feira, 23 de junho de 2020

Enraivecida na Fúria do Sexo (Rabid)

USA 1977

Antes dos clássicos:
Scanners: Sua Mente Pode Destruir - 1981
Videodrome: A Síndrome do Vídeo - 1983
Na Hora da Zona Morta (de Stephen King) - 1983
A Mosca – 1986
David Cronemberg dirigiu esse filme bizarro/trash que por aqui ganhou esse infeliz título em português. Acho que os distribuidores acharam uma boa ideia apelar para o lado do sexo, porque a atriz principal era Marilyn Chambers que estava estreando na carreira de atriz, vinda de uma carreira de grande sucesso no cinema pornô.
Pois é.
Rabid (Raivosa), acabou virando esse título ridículo que você viu acima.
Na trama, Rose (Marilyn Chambers), sofre um acidente de moto quando viajava na garupa do namorado (que era ruinzinho de guidão). Socorridos pelos médicos de uma clínica de cirurgia plástica, ela acaba precisando de uma intervenção especializada para recuperar tecido perdido do abdômen e um certo efeito colateral faz com que ela crie uma espécie de ferrão na axila e desenvolva uma sede miserável por sangue humano.
Genial não?
Os absurdos não param por aí. As pessoas atacadas por ela acabam de tornando também esfomeadas por sangue humano, só que ao contrário da moça que continua sutil e bonitona, os novos vampiros se transformam em uma espécie de zumbis desesperados, com olhos vermelhos e espuma verde escorrendo pela boca.
Pior que cachorro louco.
E a coisa vai se espalhando e vira uma epidemia.
Hoje em dia não tem como levar o filme a sério, na época, quem sabe...
Marilyn Chambers deveria ter ficado na cama...
Por sua conta e risco.
Nota 5.8 de 10
IMdb: 6.3

Primeiro da Classe (Front of Class)

USA 2008

Único filme (que eu conheço), que aborda de frente o distúrbio compulsivo chamado Síndrome de Tourette.
Tem alguns filmes que abordam isso de forma secundária, na intenção de fazer graça, pois os tiques nervosos e os ruídos produzidos pelos que sofrem deste distúrbio, acabam gerando situações engraçadas, assustando as pessoas.
O filme espanhol “Toc Toc” de 2017 e “Brooklyn Sem Pai nem Mãe” de 2019, são alguns exemplos.
Os acometidos vivem gritando palavrões e xingando as pessoas sem motivo, só que, segundo especialistas, esse comportamento é raro. Na maioria dos casos não se chega a tanto.
Aqui o problema é mostrado de maneira séria, mas se engana quem pensa que o filme é chato.
É baseado em uma história verídica e mostra desde a infância, as dificuldades de Brad Cohen, um menino que enfrentou a discriminação e a ignorância de muitos (inclusive do pai), sempre lutando para não ser vencido pela doença e conseguir o que mais queria fazer na vida, lecionar.
Longe de ser um dramalhão tipo “doença da semana”, o filme é suave e nunca deixa a história descambar para o lado da depressão. Boa parte disso, se deve ao ator James Wolk que compôs um personagem alegre e despojado que em noventa por cento das vezes, encara o preconceito com segurança e bom humor. Os outros dez por cento, bem... ninguém é de ferro né.
O então menino Dominic Scott Kay que faz o Brad Cohen criança, também se saiu muito bem.
É sim, um filme típico de sessão da tarde, mas um ótimo filme de sessão da tarde.
Bonito, sincero, alegre e emocionante. Tem umas duas ou três cenas que se você tiver o coração meio mole não vai segurar as lágrimas.
Com Treat Williams e trilha sonora dos anos 80.
Altamente recomendado.
Nota 7.8 de 10
IMDb: 8.1

domingo, 21 de junho de 2020

Frankenstein

USA 1931

Primeira adaptação do romance que a inglesa Mary Shelley escreveu em 1818. Um filme curtinho (01h10), com um elenco meia boca (excetuando-se o grande Boris Karloff, mesmo com toda maquiagem de monstro), o filme é cheio de erros de montagem, algumas cenas mal construídas, isso sem contar os erros de continuidade.
Mesmo assim, é um filme envolvente e assustador que levou multidões aos cinemas quando foi lançado e devido à novidade da premissa, deve ter deixado muita gente impressionada por dias.
Hoje, considerado um clássico, tem seu valor histórico e continua super bem avaliado nas plataformas de opiniões de cinema.
Indicado para quem curte os grandes clássicos do passado.
O diretor James Whale, dirigiu “A Ponte de Waterloo” em 1931, ”O Homem Invisível” em 1933 e “A Noiva de Frankenstein” em 1935.
Todos são considerados grandes clássicos da história do cinema, mas esse último já foi uma bela "raspada no tacho".
Nota 7.4 de 10
IMDb: 7.8

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...