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terça-feira, 7 de julho de 2020

A Casa dos Maus Espíritos (House on Haunted Hill)

USA 1959

Clássico em P&B de terror, o gênero predileto do produtor e diretor William Castle e do ator Vincent Price, ambos muito ativos nas décadas de 50 e 60.
Para quem não sabe, é Vincent Price quem faz aquele monólogo no final da música “Thriller” do Michael Jackson lançada em 1982.
Nesse filme, Vincent Price é um milionário que convida cinco pessoas para passar uma noite com ele e sua bela esposa, numa mansão mal assombrada.  Quem sobreviver, receberá 10 mil verdinhas. Quando dá meia noite, a casa toda é trancada e começam a acontecer coisas tenebrosas.
É difícil que os efeitos especiais (podemos chamar de truques de câmera) da época ainda causem qualquer sensação de medo hoje em dia, mas é um filme interessante e curtinho (74’), com um desfecho surpresa.
Só faltou uma gargalhada “do além”, que nem aquela da música Thriller, no final.
Destaque para Elisha Cook Jr., ator que nunca teve um papel principal, mas participou de um zilhão de filmes  em sua longa carreira, que começou em 1930 e durou até 1988. Seus últimos trabalhos foram na série Magnum, a original, com Tom Selleck, o “quase” Indiana Jones. O restante do elenco é bem maiomeno.
Nota 7.0 de 10
IMDb: 6.9

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Pausa pra Piadinha

No cinema, um bêbado estava indo ao banheiro e o lanterninha vinha no sentido contrário. O bebum então, se joga em cima de uma mulher que estava sentada na primeira poltrona. Ela, com toda razão faz um puta de um escândalo e ele educadamente se justifica:
— Desculpe moça, mas se eu não saio da frente, a motocicleta me pegava.


Banshee – 1ª Temporada

USA 2013

Série de porradaria e violência da Cinemax que teve quatro temporadas, de 2013 a 2016
Lucas Hood (Anthony Starr) é o preposto xerife de Banshee, cidadezinha do interior americano, onde ele se instala, em substituição ao xerife de verdade que deu um trupicão em uns assaltantes quando estava indo  assumir o cargo e infelizmente bateu com as botinas.
O nosso protagonista que tinha acabado de sair da cadeia depois de 15 anos preso por roubo, se encontra desempregado e com algumas pendengas para resolver e como estava indo naquela direção mesmo...
Chegando lá, ele encontra uma cidade dominada por um sujeito invocado, descendente da comunidade Amish que habita o lugar. Em torno disso, um monte de marginais de segundo escalão dando trabalho para a defasada força policial do município e daí, o falso xerife fica injuriado e acaba tomando as dores da população, ainda mais que alguém importante do seu passado está morando lá.
Uma trama bem armada, elenco tarimbado, muito sexo, nudez, porrada e violência sanguinária. Além disso tem o Job (Hoon Lee), um dos personagens gay dos mais legais que já foram criados.
Altamente indicado para quem estiver a fim de ver uma série foda (me desculpem a expressão). Pelo menos nisso, essa primeira temporada não decepciona.
Com o veterano Frankie Faison, a gata Lili Simmons, o vilão Ulrich Thomsen e a fodona Ivana Milicevic.

Nota 8.0 de 10
IMDb: 8.4

domingo, 5 de julho de 2020

Ameaça Profunda (Underwater)

USA 2020

41 milhões de dólares de orçamento?
Com Vincent Cassel, T. J. Miller e Kristen Stewart?
Pra isso?
É cada uma viu...
Tirando os primeiros minutos, quando acontece a primeira cena de impacto, a coisa já começa a degringolar no segmento seguinte (vixi), quando a gente fica boiando (?!) que nem cachorro na enchente. Fica difícil entender alguma coisa, porque ninguém fala do que se trata e nem o que está acontecendo, já que o “genial” diretor William Eubank, preferiu ficar dando crédito às piadinhas sem graça e sem sentido do personagem Paul Abel (T. J. Miller), do que se concentrar em alguma coisa sólida (?!) tá brabo hoje.
Kristen Stewart até segura a bronca e consegue chamar a atenção para a sua personagem. Vincent Cassel sabe dar o seu recado, mas a menina Jessica Henwick (a Nyméria de “Game of Thrones”), acuda!
A impressão é que acordamos de repente metidos numa confusão dos diabos onde, a exemplo dos personagens da história estamos tateando no escuro e nem temos ideia do que estamos realmente fazendo ali.
Quando começamos a ver alguma luz, nos deparamos com uma situação inverossímil e toda calcada na caneta. Além disso, as cenas debaixo d'água sempre movimentadas, passam a impressão que estamos nos afogando e se encararmos de um certo ponto de vista, estamos mesmo.
Para fechar com chave de ouro, temos um final pra lá de apelativo, talvez um último fôlego (to falando!), do diretor, na tentativa de salvar alguma coisa no filme, mas que acaba afundando (não vou falar mais nada) com tudo de vez.
Quem se aventurar não vai se decepcionar, pois eu já estou alertando né? Faz assim: Aceite que dói menos, porque assim, chega até a divertir.
Só para informar, T.J. Miller trabalhou em Jogador Nº 1 e Deadpool 2.

Nota: 5.0 de 10
IMDb: 5.4 

sábado, 4 de julho de 2020

O 12º Homem (Den 12. Mann)

Noruega 2017

Filme de fuga em que a exemplo de “Papillon” de 1973, o protagonista passa o filme inteiro fugindo e está sempre preso. Aqui ele não está enjaulado, mas está preso na Noruega, onde ele e mais onze companheiros foram traídos por um contato, quando estavam chegando no país com os planos de agraciar os chucrutes com alguns atentados em alvos chaves da ocupação alemã no país. Os companheiros são capturados e mortos (isso já fica claro no primeiros segundos de filme) e ele é o único que consegue escapar.
É um filme biográfico, história verídica do soldado Jan Baalsrud que comeu o pão congelado que o diabo amassou nos 60 dias em que passou se escondendo nas montanhas da Noruega durante o rígido inverno de 1943, esperando uma chance para cruzar a fronteira e ir para a Suécia, país neutro.
Para complicar, o comandante da tropa alemã, era um sujeito de maus bofes, um oficial graduado da Gestapo que tinha a fama de nunca ter deixado nenhum soldado inimigo escapar.
A coisa então se torna pessoal e a gente vai acompanhar as frias em que se mete o nosso protagonista e torcer por ele e pelas boas pessoas que estavam sempre prontas para ajudar.
Bom filme de guerra, com belas locações e grandes atuações, mas fora isso, não acrescentou muita coisa.
Acho que faltou bala na agulha do diretor Harald Zwart que eu nunca vi mais gordo.
Além disso, o filme é muito longo (02:15’), contando com os letreiros.
Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.4

Persépolis

França 2007

Desenho desanimado autobiográfico da diretora Marjane Satrapi.
Ela começa falando da sua infância e de seus anos de adolescência no Irã na década de 80, sob o regime opressor que tomou conta do país após a Revolução Islâmica de 1979.
Depois o período de medo e desespero durante a guerra Irã x Iraque, em que os Estados Unidos abasteciam belicamente a ambos e a perda de alguns de seus entes queridos.
Para protege-la e com o objetivo de melhorar os estudos, seus pais a enviaram para a Áustria, onde morou por alguns anos, até sofrer algumas decepções amorosas e perceber que não seria feliz ali.
Ela então volta ao seu país, mas o estilo de vida no ocidente lhe mostrou o quanto suas compatriotas são oprimidas e então ela passa a divulgar seus protestos em forma de quadrinhos.
A escolha do tipo de arte usada no filme me incomodou um pouco, mas mesmo assim, é uma obra que merece ser conhecida por quem aprecia essa espécie de cinema. Ou seja, não é pura diversão.
Com vozes de Chiara Mastroiane e Catherine Deneuve.
Nota 7.5 de 10
IMDb: 8.0 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Thieves

USA 2018

Filme de baixíssimo orçamento, mas com um bom roteiro e  ótimos resultados, considerando o elenco meia boca e um diretor (Bryan C. Winn) que começou a carreira em 2015, e até aqui, só havia dirigido dois curtas metragens, entre eles o premiado “Satiricom” de 14 minutos.
Tudo gira em torno de um assalto ao hipódromo de Los Angeles, planejado por um ladrão bem conceituado no meio da bandidagem, mas que foi pego de calça curta ao roubar a grana de um mafioso e agora precisa fazer esse trabalhinho pra ficar quite com ele.
Um chefão a fim de vingança, um detetive da polícia endividado por causa do jogo, uma estagiária chantageada por esse detetive, a namoradinha do chefão, um perito em armas e uma sniper assassina, tudo embolado numa história em que alguns querem só se dar bem e outros estão pra lá de mal-intencionados, pensando em trair os comparsas e ficar com a grana do roubo.
Lembra um pouco “Cães de Aluguel” pela disputa entre ladrões e “El Mariachi” por que o diretor consegue tirar leite de pedra.
O elenco é fraquinho, o filme é em preto e branco, mas é curtinho (01:20) e não tem enrolação.
Interessante o casal com máscaras de Donald Trump e Hillary Clinton e o susto do cara na explosão, plagiando Heather Ledger em Batman.
É como se fosse o miojinho que quebra um belo galho num domingo à noite.
Pode ver sem medo de se chatear, é só não dar bola para os efeitos colaterias do baixo orçamento.
Nota 6.2 de 10
IMDb: 5.1

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...