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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Tarântula – USA 1955

Numa cidadezinha no interior americano, o cientista Gerald Demmer, está desenvolvendo uma fórmula para aumentar o tamanho dos animais. Claro... a intenção é que a sua descoberta seja usada para o bem da humanidade, erradicando a fome do planeta e blá blá blá... blá blá blá...

Acontece que o seu sócio com mania de grandeza (hi hi hi... desculpem), resolve se auto aplicar a fórmula, que ainda está em teste, sofrendo sérias consequências, inclusive com a perda definitiva da sua capacidade de fazer besteira, já que ele embarca para o outro mundo com bilhete só de ida. Mas antes disso, deixa um legado de destruição, causado por uma atitude mesquinha e o laboratório sofre alguns danos. Um desses danos, permite a fuga de uma tarântula que já estava do tamanho de um um cabrito e com o dobro de pernas, bom... isso já vem de fábrica né.

Uma nova assistente chega na cidade e apesar dos perrengues com os quais o doutor Demmer está lidando, passa a auxiliá-lo, mas logo percebe que tem alguma coisa sinistra acontecendo com o bom doutor.

Lá fora, a aranhona se desenvolve e passa a se alimentar de tudo que é ser vivo que lhe aparece pela frente, apavorando todo mundo, menos o xerife da cidade, que acha que todo mundo anda consumindo drogas.

Terror indicado para saudosistas de uma época em que esse tipo de filme levava multidões aos cinemas. Os efeitos toscos, como se deve esperar (e não reparar), fazem parte do espetáculo.

O diretor Jack Arnold, tinha dirigido "O Monstro da Lagoa Negra" em 1954.

Se você curte...

Nota 6.8 de 10
IMDb: 6.5


terça-feira, 22 de junho de 2021

Ferry – Holanda 2021

Novidade:

Um bom filme holandês de ação:

Ferry Bouman (o ator esquisitão Frank Lammers), é um dos homens de confiança de Brink (Huub Stapel), uma espécie de mafioso com muito dinheiro e poder na capital do país, Amsterdã. Quando três sujeitos encapuzados assaltam um dos seus pontos de comércio de drogas e ferem gravemente seu filho, ele encarrega Ferry, de descobrir quem são os assaltantes e providenciar para que eles não assaltem mais ninguém, nesse mundo de meu Deus.

Ferry é o típico executor com código de ética: Se ele recebe uma “encomenda”, não perdoa nem freira devota de Madre Teresa de Calcutá, nada pessoal, é claro. Ele consegue uma pista, sai na captura dos caras, só que no meio disso, encontra Danielle, uma garota que desperta nele uma coisa adormecida pelos longos anos de trabalho duro, e seu coração acaba um tanto... amolecido.

O filme não tem cenas violentas demais, mas rola alguma droga e ninguém por lá é santo. O ator Frank Lammers, está longe de ser o protagonista atlético e bonitão, pelo contrário, é esquisito e feioso, mas o filme tem um certo charme, cativa pela narrativa direta e a sua simplicidade. A esquisitice do personagem serve como uma área de escape, deixando tudo meio cômico. Não sei explicar direito, só digo que o filme agrada pelo enredo amarradinho e o final feliz. Com certeza, os fãs dos filmes de ação, não vão se decepcionar.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.0


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Tom Clancy’s Jack Ryan 1ª Temporada USA 2017


Jack Ryan é um personagem proveniente do universo de Tom Clancy, o escritor que (como eu já disse na nossa crítica de “Sem Remorso”), se especializou em escrever ficção sobre o período da guerra fria.

O período da Guerra Fria, durou por mais de quatro décadas (1947 a 1991) e quem está perto dos 40 anos ou já passou por lá que nem eu, em algum momento acompanhou ou ouviu falar desse período de tensão geopolítica entre a Russia e os Estados Unidos. Período este que durou até a dissolução da União Soviética em 1991.

Essa primeira temporada de “Jack Ryan” nos mostra o desenvolvimento do personagem, vivido duas vezes nas telonas por Tom Cruise em “O Último Tiro” de 2012 e “Sem Retorno” em 2016.

Aqui o protagonista é interpretado por John Krazinsky, o moço bonzinho e apaixonado pela Pam Beesley (Jenna Fisher), na série “The Office” e também o diretor e protagonista de “Um Lugar Silencioso” de 2018.

Apesar de que a série começa mostrando a “metamorfose” do personagem, que passa de um simples analista para um combatente super foda em campo, não se enganem, o bicho já começa a pegar logo no primeiro episódio.

No enredo, Suleiman, natural do Oriente Médio e educado na França, é um sujeito do mal, astuto, endinheirado e cheio de ódio no coração, que planeja ataques terroristas na Europa. Uma pista, leva Jack Ryan (como analista) e seu chefe recém empossado James Greer (Wendell Pierce), para o campo de batalha. Eles acabam envolvidos numa emboscada e a história pega fogo.

Abbie Cornish faz a namorada do Jack e Ali Suliman o maledento feladaputa.

Destaque para Dina Shihabi, atriz Saudita, radicada nos Estados Unidos.

Violência, suspense, muita ação, aventuras, reviravoltas e uma certa dose de humor num ritmo perfeito. A avaliação no IMDb não mente, a série é boa pra caramba.

Não perca, a Amazon está dando 30 dias grátis pra você assistir. 

Nota 8.3 de 10
IMDb: 8.1


quarta-feira, 16 de junho de 2021

Os Irmãos Willoughby (The Willoughbys) USA 2020

Animação sem mimimi da Netflix, dirigido por Chris Pearn, o mesmo de “Tá Chovendo Hamburger 2”.

Eu disse “sem mimimi”, porque o “politicamente correto” tradicional em produções voltadas para o público infantil, passou lá na rua de trás... já no começo, temos uma ideia do que vamos assistir, já que a família é apresentada por um gato de rua, que vai logo avisando que a história está longe de ser moralista.

Os Willoughbys são uma família um pouco diferente do tradicional. O pai e a mãe, apesar de terem uma vida confortável e de viverem em constante xamêgo, não dispensam esse mesmo tratamento aos filhos: Tim, Jane e os gêmeos Barnaby A e Barnaby B.

Deixados em segundo plano, sem refeições e nem cuidados, os pestinhas ficam sabendo que se tornando órfãos, serão muito mais bem cuidados por eles mesmos, já que, com o pai e mãe dentro da casa (enorme), eles não tem liberdade de serem independentes.

Para complicar ainda mais, uma bebê é deixada na porta da casa e é encontrada pelas crianças, que a escondem dos pais, por motivos óbvios.

Eles então bolam um plano para se orfanizarem... pois é... isso mesmo...

O primeiro passo é induzir os velhos a uma viagem, para que possam organizar melhor o planejamento do plano de orfanização.

Em meio a isso, eles conhecem um velho maluco chamado Commander Melanoff (Voz de Terry Crews), que vai ajuda-los, mas uma babá pra lá de competente entra na história, contratada pelos pais para manter os merdinhas em rédea curta.

Parece maluco e é... diversão garantida com muita ação e aventura. Acho que a avaliação no IMDb, não faz justiça.

Com as vozes de Martin Short, Will Forte, Maya Rudolph, Alessia Cara, Rick Gervais e outros...

Nota 6.9 de 10
IMDb: 6.4

terça-feira, 15 de junho de 2021

Spiral: From the Book of Saw (Spiral - O Legado de Jogos Mortais) USA 2021


Um serial killer imitando descaradamente Jigsaw, o assassino de Jogos Mortais, está matando um a um os policiais de um certo distrito. As vítimas são pegas de surpresa e colocadas para dormir, quando acordam, estão amarradas a dispositivos que devem ter sido inventados por um engenheiro do capeta (como Jigsaw), em seguida, um personagem (que não é o bonequinho do Jigsaw), inicia seu papinho aterrorizante com “Eu quero jogar um jogo” e desfia aquela conhecida conversa de que o infeliz imobilizado tem duas opções: se mutilar para desativar a armadilha, ou morrer tentando escapar ileso.

É isso... um novo Jogos Mortais, com a diferença que temos como personagem principal, Zeke (Chris Rock), o policial encarregado de pegar o assassino. Chris Rock parece ter apostado com alguém que faria do seu personagem o ser mais caricato de todos os detetives de polícia do cinema. E haja caretas, e olhares, e gestos, e frases melodramáticas.

O filme é recheado de cenas gore, numa fotografia escura, onde o vermelho se sobressai, na intenção de tornar o clima ainda mais assustador. Acho que funcionou.

No final, surpresas em penca, e apesar dos flagrantes absurdos do roteiro, o filme até me agradou. Se você está a fim de se divertir, sem se importar com os detalhes aqui mencionados, eu até que indico.

O diretor é o mesmo Darren Lynn Bousman, da franquia Jogos Mortais e o elenco ainda conta com Samuel L. Jackson e Max Minghella de “A Rede Social”.

Vai lá...

Nota 6.0 de 10
IMDb: 5.3


Impetigore (Perempuan Tanah Jahanam) Indonésia 2019

Terror indonésio que apesar da pobreza da produção, o diretor e roteirista Joko Anwar conseguiu tirar leite de pedra e realizou um filme chocante e assustador.

A história lembra um pouco “Hostel” (O Albergue), filme de 2005 dirigido por Eli Roth que foi agraciado com uma forcinha de Quentin Tarantino.

Duas amigas saem da cidade grande e viajam até uma aldeia no meio do nada, onde se acredita ser o lugar de origem de uma delas, que imagina ter uma herança para receber.

Chegando lá, conhecem um povo esquisto e um titereiro (marionetista), que parece dominar o lugar e a população. Só que é um filme de terror, por isso as m... não tardam a acontecer e as amigas se vêem envolvidas na crença de uma maldição que assombra o lugar, fazendo todas as crianças nascerem sem pele, o que obriga os pais a mata-las logo após o parto.

— Mas tio, porque essa gente não usa uma camisinha até que a porcaria da maldição se acabe?

— Ah... sei lá menino, a aldeia fica no meio do mato, acho que lá não tem lugar que vende preservativo.

— Então, porque eles não caem fora desse lugar lazarento de uma vez por todas?

— Olha a boca moleque... bom... eles não caem fora porque... ah... não sei... deixa eu terminar o comentário aqui, depois eu explico. Fica quietinho...

O perigo passa a rondar as duas, porque segundo a crença, a maldição foi iniciada há 20 anos, exatamente quando uma delas nasceu e foi levada embora dali. Para quebrar a maldição, imagina-se que a menina deva ser morta e sua pele toda retirada para ser usada num ritual.

Pernas para que te quero...

Se a premissa interessa, pode ver que vale a pena. Eu que não sou lá muito fã de filmes de terror com esses tipos de maldições absurdas, até achei interessante.

O diretor é o mesmo de "Gundala: A Ascenção de um Herói” de 2019. Veja a crítica aqui mesmo no nosso blog.

Nota 6.0 de 10
IMDb: 6.7


domingo, 13 de junho de 2021

Flores Partidas (Broken Flowers) USA 2005

Comédia simpática, leve e cheia de graça dirigida por Jim Jarmush, o cara que dirigiu o clássico “Uma Noite Sobre a Terra” de 1991. Em breve, estarei falando sobre esse filme.

Como sempre, as obras do diretor abordam temas simples, com enredos simples, desenvolvimentos simples e desfechos inesperados.

Aqui, o solteirão meio esquisito Don Jonston (Bill Murray), recebe uma carta anônima dizendo ser de uma das suas antigas namoradas informando que ele tem um filho (dela e dele) e o rapaz está indo procura-lo, porque deseja conhecer o pai.

Winston, seu vizinho intrometido, engraçado e cheio das boas intenções, interpretado por Jeffrey Wright, o aconselha a visitar suas antigas namoradas que estão espalhadas pelo país,e descobrir se a história é verdadeira e com qual delas, ele tem esse filho. Monta um itinerário de viagens e tenta convencê-lo a pegar a estrada (força de expressão, o roteiro é de avião). Sem nada melhor para fazer, já que sua atual namorada (Julie Delpy), acabou de deixa-lo, Don parte à procura de suas ex's.

O filme se torna uma comédia leve, interessante, ás vezes estranha, com situações inusitadas, constrangedoras, alegres, divertidas e um mistério que nunca se resolve.

Com Sharon Stone, Jessica Lange, Tilda Swinton e uma pontinha de Homer Murray, filho de Bill, na vida real.

Diversão de qualidade, para quem aprecia o bom cinema em sua simplicidade. E com o ótimo Bill Murray.

Nota 7.5 de 10
IMDb: 7.2

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...