O diretor grego
Yorgos Lanthimos desde seus primórdios (ih começou...) que já namorava com o fantástico, o mórbido e o bizarro. Alguns exemplos são: “
O Lagosta” de 2015 que eu não desgostei, “
A Favorita” de 2018, que eu gostei e “
O Sacrifício do Cervo Sagrado” de 2017, que eu não gostei.
Sempre envolvido em indicações ao Oscar, desta vez, estava inspirado e com esse “Poor Things” que apresenta uma Direção de arte fora dos padrões e uma história meio a lá “Frankenstein”, ele se saiu fantasticamente bem, agradando aos cri-críticos e ao público.
Bella é uma mulher adulta com cérebro de menina (literalmente) e o mimo de seu "papai", interpretado pelo sempre magistral Willem Dafoe, a deixa bem à vontade para aprontar das suas.
E olha que a menina apronta.
Mark Ruffalo interpreta um malandrão que se apaixona pela maluquinha, se tornando rival de seu pretendente Max (Rami Youssef).
Com criaturas estranhas e situações bizarras e Emma Stone peladona em algumas oportunidades e "dublada" em outras, o filme é uma viagem criativa e cheia de imaginação.
Quase um conto de fadas.
Emma Stone levou para casa o Oscar de Melhor Atriz e o filme ainda abocanhou o Oscar de Direção de Arte e Melhor Figurino.
Mark Ruffalo perdeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Robert Downey Jr. de "Oppenheimer"
Com a participação da veteraníssima Hannah Schygulla dos clássicos: “Lili Marlene” e “O Casamento de Maria Braun”.