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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Eu Estou Pensando em Acabar Com Tudo (I’m Thinking of Ending Things)


USA 2020

O que foi isso? Nossa! Que raio de filme é esse? Caramba! E outras exclamações do gênero estão sendo atribuídas a este novo filme de Charlie Kaufman (Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças).
O filme é baseado no livro homônimo (to falando bonito hoje) publicado em 2016 e escrito pelo canadense Iain Reid.
Eu li o livro (em três dias), para depois ver o filme, então acho que a minha perspectiva (eu não disse?) foi diferente de quem não conhecia as “viagens” da história, o surrealismo sempre presente nas cenas e o desfecho. O filme, assim como o livro, incomoda o tempo todo. Eu tive a impressão de estar pisando em ovos. Não há uma base firme em a gente possa se apoiar, me senti atravessando um rio turbulento (eitah) por cima de uma pinguela que balança mais do que a ponte suspensa do filme Sorcerer (O Comboio do Medo) filmaço de William Friedkin.
Uma garota (Jessie Buckley) de “Beast” de 2017 (filminho ruim) e “Dolittle” (ruim também) está indo com o namorado (Jesse Plemons), conhecer os pais dele que moram numa fazenda de ovelhas (ou quase isso) afastados da cidade. Durante a viagem com a neve caindo solta, os diálogos deixam a gente num suspense esquisito (existe isso?). Chegando na fazenda, as coisas ficam mais esquisitas ainda.
Falar mais é dar spoiler e eu não quero fazer isso, o que eu posso dizer, é que devo me lembrar de uns 10 por cento do que conversaram na viagem (haja assunto), mas tudo é relevante, então acho que para entender mesmo a coisa toda eu teria que ver o filme de novo. Só que não tenho a mínima vontade no momento, quem sabe mais pra frente. São mais de duas horas de filme e o final é bem diferente do livro.
Como disse a própria Jessie Buckley numa entrevista, “se preparem”.
É Kaufman (isso foi eu).
Com a sempre ótima Toni Collette e David Trewlis o “Remus Lupin” de Harry Potter.
Nota 7.0 de 10
IMDb: 6.9


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Pausa para a Piadinha - Dr. Dolittle

 Quando estavam contratando o elenco de apoio para “Dr. Dolittle”, um sujeito se oferece dizendo que é fera em imitar passarinhos. O diretor diz que esse negócio de imitar passarinho já era e dispensa o cara mesmo depois de muita insistência. Daí ele sai voando pela janela. 

Em seguida entra outro cara que diz também imitar passarinho com perfeição, o diretor já ressabiado, pergunta se ele canta ou voa e ele responde:

"Nem canto e nem vôo, eu como minhoca!"





quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Mulan

USA 2020

Não entendo porque é que tem gente falando mal. Tirando algumas bobeirinhas do roteiro, que não chegam a atrapalhar em nada, Mulan é um bom filme de aventuras. É claro que copiaram a fórmula da animação de 1988, mas este live action ficou bem legal, fácil de assistir, sem dramatizações exageradas e com bastante ação. O elenco é irretocável com o bom Donnie Yen como o guerreiro chefe e o grande Jet Li como o imperador. Jason Scott Lee (que fez o papel de Bruce Lee no filme “Dragon”) é o vilão e Li Gong (Lanternas Vermelhas) é a bruxa. Para completar, Lifei Liu perfeita como Mulan. A danada está com 32 anos e parece uma menina. A diretora Niki Caro tinha nas mãos um bom elenco e uma boa e já consagrada história, daí ficou fácil trabalhar o filme. Podia ter feito melhor, sem dúvida, mas acho que deu pro gasto.
Musicas  interpretadas por Christina Aguillera.
Nota: 7.0 de 10
IMDb: 5.5
(nota xôxa, merecia uma melhorzinha)


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Alita Anjo de Combate (Alita Battle Angel)

USA 2019

Mais um filme que eu considero quase obrigatório para quem gosta de cinema. Pela origem da personagem, um mangá chamado Gunnm, lançado em 1990 e pelo diretor Robert Rodriguez, que em 1992, reuniu uns amigos, arranjou uma câmera emprestada e filmou "El Mariachi", um faroeste que virou sucesso em algumas salas independentes dos USA e o levou para Hollywood. Em 1996 já estava filmando "Um Drink no Inferno" com Harvey Keitel e Quentin Tarantino de quem ficou amigo. Depois disso, vieram "Sin City", "Pequenos Espiões", "Planeta Terror" e "Machete", entre outros.
Vamos ao filme.
No ano de 20563, a cidade de Zalem, habitada pela casta privilegiada da época, se mantem suspensa (devido algum milagre da engenharia) sobre Iron City, uma cidade que abriga a população mais pobre.
Em Iron City, armas de fogo são proibidas, então as tretas entre os habitantes são resolvidas na porrada e na faca, ou alguma coisa parecida.
É comum ver pessoas com próteses robóticas e andróides no meio do povão. Um médico, dr. Ido (Christoph Waltz) é o mais conceituado cirurgião da cidade e faz um trabalho quase filantrópico, devido o nível da clientela.
Um dia o dr. Ido encontra a cabeça intacta de uma menina, no lixo despejado de Zalem,. A leva pra sua casa e a coloca em um corpo robótico que ele havia criado.
A menina está sem memória, mas algumas habilidades suas vão chamar a atenção da galera do mal da cidade e enquanto se defende, ela vai tentar descobrir sua origem e o que causou seu quase cancelamento de CPF, se é que ainda vai existir isso nessa época.
Muita ação, um romance, segredos, algumas revelações e certa violência. Na medida certa, no meu entender.
Com Rosa Salazar, Jennifer Connely, Mahershala Ali (ele de novo), Ed Skrein de "Deadpool" e "Carga Explosiva, o Legado", Michelle Rodrigues e Casper Von Dien de "Tropas Estelares". Ah... O vilão Nova que quase não aparece, é Edward Norton.
Alita é o contrário de Átila né...

Só não sei o porquê daqueles olhões...
Nota 7.6 de 10.
IMDb: 7.4


The Boys - Primeira Temporada

USA 2019

Imaginem um mundo em que uma mega empresa administra a vida de sete super-heróis que são os defensores da lei e da justiça do planeta.
Imaginem que esses heróis deixaram a fama e a notoriedade (isso não é a mesma coisa? Acho que não! Vou pesquisar e já volto).
Pronto.
Fama: conceito (bom ou mau) que um grupo humano tem de alguém ou de algo; reputação.
Notoriedade: qualidade, estado ou condição de quem ou do que é notório; condição de quem ou do que é de conhecimento público.
Pois é, nóis também é curtura!
Voltando... esses heróis se tornaram uns malas sem alça relapsos, pela total falta de caráter deles próprios e pelo endeusamento da mídia. São seres arrogantes e "politicalizados" se julgando num patamar muito superior aos seres humanos normais.
O mais poderoso deles é o Capitão Pátria (Anthony Starr de Banshee), um cara invulnerável e super rápido que além de voar tem super força e o poder de varrer qualquer coisa do planeta apenas com sua visão de raios gama. Ou seja, ele é a versão mau caráter do Super Homem.
Ainda tem a versão mau caráter da Mulher Maravilha, do Flash, Homem Invisível, Aquaman etc..
Nas missões, não há a preocupação em resguardar a integridade de pessoas inocentes, só querem mesmo é resolver rapidamente o problema e voltar para suas vidinhas de celebridades, chegando ao absurdo de deixar um avião lotado de passageiros se esborrachar no chão somente para que não haja nenhuma testemunha de uma m... que fizeram.
Mas acontece que um pequeno grupo de cidadãos normais, resolve enfrentar (punir, desacreditar, exterminar) os heróis e a mega corporação numa guerra fria (não declarada) em razão de vingança, por terem perdido entes queridos por culpa desses "heróis".
Karl Urban de "Dredd", é o agente da CIA, Billy Bruto, que encabeça o grupo de 4, isso mesmo, apenas 4 malucos.
- Mas tio, como que quatro pessoas normais vão combater sete super heróis cheios de poderes?
- Ah menino, se você quer saber, tem que assistir a série... eu não vou contar. Peraí, quantos anos você tem?

Tem nudez, cenas de sexo, gore (sanguinolência), palavrões e relacionamentos bizarros e complexo de Édipo. Nada daquele comportamento "família" dos filmes de super heróis tradicionais.
Por outro lado, é leve e bem humorado entre a turminha dos quatro doidos. Acho que essa mistura é a grande responsável pelo sucesso da série e pela alta avaliação no IMDb.
Minha nota: 8.5 de 10
IMDb: 8.9


sábado, 5 de setembro de 2020

Enter the Fat Dragon (Fei Lung Gwoh Gong):

Hong Kong 2020

Estão a fim de dar boas risadas em ainda ver hilárias cenas de lutas marciais? 

Tá, eu sei que é tudo ensaiadinho com truques de câmera, mas e daí? O importante é o resultado visual e isso os diretores Kenji Tanigaki e Aman Chang conseguem com louvor.

O filme é dinâmico, a ação não dá trégua e apesar da historinha boba e sem muita profundidade, consegue segurar a gente na frente da telinha sem esforço nenhum da nossa parte.

Donnie Yen (de "IP Man" e o novíssimo "Mulan"), é Fallon Zhu, um policial elétrico da divisão de ação da polícia de Hong Kong, que entra em depressão ao ser rebaixado injustamente e de quebra ainda leva um fora da noiva.

Num trabalho burocrático e solitário, acaba engordando muito e depois de um tempo, é escalado para uma missão internacional. Ele vai até o Japão, escoltar uma testemunha que vai depor contra a Yakuza e acaba se metendo numa bela encrenca e voltando com tudo à ação, pois mesmo gorducho, o cara continua um verdadeiro Jiyraya nas artes marciais.
Uma hora e meia de diversão nonsense,num filme agradável e bem feitinho.
Nota 7.0 de 10
IMDb: 5.6
(tsc tsc tsc)


Vida de Cachorro (The Dog’s Life)

USA 1918

As vezes eu fico pensando, se em 1918, apesar das dificuldades, ou melhor, apesar de não ter a tecnologia e as facilidades que o mundo da tecnologia tem hoje, se naquele tempo era tão fácil fazer a gente rir, porque isso hoje é tão difícil?

Acho que a resposta é simples, é porque hoje não temos um gênio como Charlie Chaplin, na frente e por trás das câmeras.

Vida de Cachorro” é mais uma das deliciosas comédias do personagem imortal chamado Carlitos. Alguém duvida de que ele vai viver para sempre? Eu não duvido. 

Aqui, ele se envolve com um cãozinho abandonado, assaltantes, valentões, policiais e uma cantora de botequim, assediada, explorada e humilhada por todos, menos por ele, é claro.

O filme é só um curta metragem de 40 minutos, mas vale cada segundo que você ficar na frente da telinha. Ao contrário de alguns longas elogiados, que ficamos duas horas assistindo para tirar 30 minutos de proveito. E olha que tem muitos por aí.
Recomendadíssimo.

Nota 8.4 de 10
IMDb: 7.8


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...