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domingo, 14 de março de 2021

Escape at Dannemora – Minissérie - USA 2018

Minissérie em 7 episódios, dirigida por Ben Stiller, que atrás das câmeras, leva as coisas muito a sério. Não que fazer comédia, não seja sério, é que a gente se acostuma a rir com seus personagens engraçados no gênero que o consagrou e um trabalho seríssimo desses, causa certa estranheza. 

Aqui ele leva para as telas a história verídica de Richard Matt e David Sweat, dois prisioneiros que em julho de 2015, conseguiram escapar de uma penitenciária de segurança máxima, a "Clinton Correctional Facility" no distrito de Dannemora, localizado ao norte de Nova York.

O excelente Benício Del Toro e o não menos eficiente Paul Dano, estrelam os papéis principais, mas quem rouba todas as cenas em que aparece é Patrícia Arquette como Tilly, a costureira da prisão que os ajuda na fuga, em troca de favores sexuais, pois pelo que a história nos mostra, o marido dela, que também trabalha no presídio, não vinha sendo muito "participativo" nesse sentido.

Patrícia Arquette, que engordou para fazer o papel, está feia, mal vestida, mal penteada, desleixada, meio sem noção, chegando a até parecer asquerosa em algumas cenas. Não é à toa que a Tilly verdadeira, reclamou da performance da atriz, quando negou em uma entrevista, ter mantido relações com os dois. 

Patrícia Arquette ganhou um caminhão de prêmios pelo papel.

Ben Stiller é um diretor que vai dentro do personagem, cavuca suas emoções e as aflora, levando a gente junto e todo o elenco, correspondeu perfeitamente.
Escape at Dannemora, é uma das melhores, senão a melhor história de fuga de presídio que eu já assisti.
Tenso, assustador, cheio de suspense, claustrofóbico e agoniante. Você chega a torcer pelos prisioneiros, principalmente por David Sweat, o cérebro que projetou todo o plano.
David Morse e Bonnie Hunt, completam o grupo de astros mais conhecidos, mas o restante do elenco, está igualmente impecável.
Se você gosta desse tipo de história, não deixe de ver, é imperdível.
Altamente recomendável.
Nota 8.0 de 10
IMDb: 8.0

sexta-feira, 12 de março de 2021

Soul – USA 2020

 

Joe (voz de Jamie Foxx), é um simpático professor de piano que sonha em se tornar um músico famoso, até que surge a chance de tocar como substituto na banda de Dorothea Williams (Angela Basset), uma musicista de Jazz famosíssima.

Só que no dia do show, o pobre Joe sofre um acidente e embarca para o além.

Inconformado com o seu destino, ele tenta de todas as maneiras, fugir de lá e voltar para a terra, até que vai parar numa área destinada a novas vidas, almas que estão sendo preparadas para o nascimento.

Ele conhece a 22 (Tina Fey), uma alminha que vive fugindo, porque não quer saber de descer na terra e juntos acabam, quase por acidente vindo parar no mundo físico.

Só que, 22 a agradável e rabugenta alminha, encarna o corpo de Joe e ele encarna em um gato.

É a partir daí que o filme entra numa correria, pois eles ficam sabendo de um jeito complicado de trocar de corpo, o que precisa ser feito até ás 19h00 daquele dia, para que Joe possa participar do show junto com a Dorothea.

É uma animação adorável, os personagens são bonitos, expressivos, cativantes. Os cenários enchem os olhos. A 22, tem uma carinha que é uma graça e Joe é a simpatia em forma de personagem animado.

Pena que o diretor Pete Docter, o mesmo de “Divertidamente”, achou de arranjar uma solução forçada para a sequência final da história, estragando um pouco a fluidez da diversão.

O final também não me agradou, muito. Se ele já tinha mesmo forçado uma situação, deveria ter dado mais uma forçadinha para melhorar aquele final.

Bom... é só a minha opinião tá. Me desculpem, acho que dei alguns spoilers.

Mesmo assim, recomendo a todos que assistam. Na trilha sonora tem Bob Dylan e Herbie Hancock, entre outros. A brasileira Alice Braga, participa como uma das vozes na dublagem. O filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Animação e é um forte candidato a levar também o Oscar.

Nota 7.8 de 10
IMDb: 8.1

quinta-feira, 11 de março de 2021

Abaixo de Zero (Bajocero) Espanha 2021

  

Martin (Javier Gutierrez), é um policial certinho e rigoroso, um policial modelo, seguidor das regras do seu trabalho, que de repente é contemplado com a missão de dirigir um ônibus penitenciário para a transferência de meia dúzia de presos. Isso, numa avançada hora da noite (por que de noite?). Já Montesinos, o seu companheiro de viagem, não é lá muito apegado a regras, mas isso não aparenta ser nenhum problema sério.

Acontece que lá fora tá um frio de congelar pinguim e o ônibus (que tem calefação interna e muita segurança), acaba sendo atacado numa estrada deserta (por que ir por uma estrada deserta? tsc tsc tsc...) e a escolta, um carro estava com dois agentes, de cara já é colocado fora de combate.

O ônibus então, fica à mercê de um sujeito que sabe exatamente o que está fazendo e para piorar as coisas, uma rebelião interna acaba de fu@#%$&er de vez com o que parecia ser uma tranquila transferência de delinquentes.

Martin então, tem que se virar para controlar o interior do coletivo prisional, ao mesmo tempo em que precisa combater a ameaça externa, tudo isso numa temperatura capaz de rachar beiço de esquimó.

O filme é um suspense policial que se sustenta na sua premissa, uma história atraente, numa condição extrema e um assassino perigoso.

Não é nenhuma obra prima, mas segura o interesse da gente e apesar de algumas mancadas no roteiro, é um passatempo até que bem agradável.

Prefira o áudio original, legendas atrapalham um pouquinho, mas a língua espanhola combina perfeitamente para expressar os perrengues passados pelo grupo.

Nota 6.7 de 10
IMDb: 6.2

terça-feira, 9 de março de 2021

Yojimbo, O Guarda Costas (Yôjimbô) - Japão 1961 / Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari) - USA 1964

 

Em 1961, mestre Akira Kurosawa dirigiu Yojimbo, filme que conta a história de um samurai, interpretado pelo astro japonês Toshiro Mifune. Este Samurai, um espadachim mais rápido do que o pensamento, chega em um vilarejo e se depara com uma guerra entre dois grupos rivais, pelo controle e soberania do lugar.

Vendo ali uma chance de ganhar dinheiro, ele oferece seus serviços, primeiramente a um dos grupos e depois ao outro, fazendo uma espécie de leilão, mas sua intenção na realidade, era fazer um jogo duplo para que as gangs continuassem se matando enquanto ele ia lucrando e levando os dois chefões no bico. Mesmo com um astro do calibre de Toshiro Mifune e a belíssima fotografia em preto e branco, o filme envelheceu um pouco, mas nunca deixará de ser uma referência na história do cinema.

Observação: Apenas 16 anos depois dos bombardeios atômicos que devastaram Hiroshima e Nagasaki, causando grande trauma no povo japonês, o país se reconstruía e o cinema japonês em plena atividade, já estava produzindo obras primas como essa.

Em 1964, Sergio Leone, jovem cineasta italiano (então com 35 anos de idade), fã de Kurosawa e especializado em Westerns Spaghetti, ou Bang Bang à Italiana, como conhecemos, sabendo que o Japão era longe pra caramba e achando que ninguém ia se dar conta, viu na obra do seu mentor, uma história que se encaixava perfeitamente dentro do seu estilo. Então, meio na surdina, ele escreveu o roteiro em parceria com alguns amigos e filmou lá pelas bandas do seu pais, “Por Um Punhado de Dólares” com o americano Clint Eastwood no papel principal e Gian Maria Volantè, astro italiano da época, como um dos vilões. Ainda chamou seu já então parceiro, o maestro Ennio Morricone para compor a trilha sonora e, voilá... oops... isso é francês, em italiano seria ecco qui! Ou alguma coisa parecida.

O filme ficou assim:

Um pistoleiro chega no povoado mexicano de San Miguel e o encontra envolvido por uma guerra entre dois grupos de malfeitores, que há algum tempo, vem se matando para assumir o controle da cidade. Percebendo que o cara é fera com uma arma, os dois lados procuram contratá-lo. Ele vê ali a chance de jogar nos dois lados e faturar em dobro o dinheiro oferecido.

O filme foi um sucesso imediato de bilheteria e logo depois, estava sendo exibido nas salas americanas, conquistando uma legião de fãs para o gênero.

Tanto sucesso não poderia ficar impune e mestre Kurosawa, junto com a sua produtora TOHO, entraram com uma ação, pedindo uma milionária indenização por plágio. A ação foi julgada procedente e a indenização foi paga, mas não consegui descobrir de quanto foi.

Só sei que os filmes se tornaram clássicos e até hoje são amados e reverenciados pelos aficionados e cinéfilos de uma maneira geral.

Duas sequências foram produzidas como sequência de “Por Um Punhado de Dólares”, alcançando enorme sucesso, se tornando o que foi chamado de Trilogia dos Dólares:

 Por Uns Dólares a Mais” em 1965 e “Três Homens em Conflito” em 1966. Este último, para mim está entre os TOP 10 de melhores filmes de todos os tempos e o tema, composto por Ennio Morricone, para mim, é a música número 1 de todas que já foram compostas para o cinema.

Vamos às notas:

Yojimbo:
Nota 7.9 de 10
IMDb: 8.2

Por Um Punhado de Dólares:
Nota 7.8 de 10
IMDb: 8.0

sábado, 6 de março de 2021

Run Hide Fight - USA 2020

 
Escola é dominada por um grupo de quatro estudantes (três marmanjos e uma garota). Eles chegam armados até os dentes numa caminhonete carregada de explosivos e após matarem vários alunos e professores, fazem vários reféns passando a exigir notoriedade. Querem aparecer nos meios de comunicação e nas redes sociais, a fim de divulgar suas ridículas ideias subversivas. Acontece que Zoe Hull, uma aluna com treinamento em armas de fogos e técnicas de sobrevivência, fica escondida e passa a combater o grupo de psicopatas.

Variação teen de “Duro de Matar”, filmaço de 1988, que rendeu várias continuações e um sem número de imitações.

Acontece que a garota, Zoe Hull (Isabel May), não é John McCLane (Bruce Willys), o vilão não é Hans Gruber (Alan Rickman) e o diretor se chama Kyle Rankin e não John Mc Tyernan. Mesmo assim, o filme é simpático e prende a gente na frente da telinha, na sua 01h49 de duração.

Tirando algumas bobagens inseridas para encher linguiça, como por exemplo, o fantasma da mãe da garota que vive aparecendo para orientá-la e um violãozinho discursivo, chato pra dedéu, o filme diverte, sem comprometer.

Temos ainda a presença ilustre de astros que andam meio jogados pra escanteio, na terra do cinema: Thomas Jane, como o pai da garota, Radha Mitchel como a mãe do outro mundo e Treath Williams como o Sheriff Tarsy.

Vale uma conferida.

Nota 6.6 de 10
IMDb: 6.4

sexta-feira, 5 de março de 2021

Relatos do Mundo (News of The World) - USA 2020

 

O coronel reformado Jefferson Kyle Kidd, é um ex militar que ganha a vida viajando pelas cidades do velho oeste, levando informações para as pessoas. Ele carrega consigo um pacote de jornais, prepara um local para o evento, cobra 10 cents de cada cidadão e lê as notícias para a plateia. 

Saindo de Wichita Falls, enquanto se dirige para a próxima cidade de sua rota, ele encontra uma menina perdida na mata. Descobre que ela teve seus pais assassinados e que foi raptada pelos índios Kiowa há uns seis anos.

Decide então atravessar mais de 600 quilômetros, passando por ambientes selvagens e territórios indígenas, para levar a menina para seus tios e nesse trajeto, vai viver aventuras e lutar pela sua sobrevivência e a da garota.

Faroeste dramático dirigido por Paul Grengrass, o mesmo diretor de “Capitão Phillips”.

Tom Hanks como sempre, está ótimo no papel principal e no papel da menina perdida, a atriz mirim alemã Helena Zengel. Ela nasceu em Berlim no ano de 2008 e estrelou um filme alemão chamado Transtorno Explosivo em 2019. Foi o grande destaque do ano, no seu país. O filme concorreu a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e ela ganhou fama instantânea. Vieram vários prêmios de melhor atriz, ou atriz revelação em festivais pelo mundo afora e com tudo isso, a garota carimbou seu passaporte para Hollywood. (veja a crítica de Transtorno Explosivo aqui mesmo, no nosso blog).

Relatos do Mundo, é um pouco longo (01h59), mas é agradável de se ver, tem uma dose moderada de ação e uma boa carga dramática. Está indicado ao Oscar 2021 em duas categorias. Gostei bastante. Eu sou fã de filmes de faroeste, então sou meio suspeito na minha avaliação, mas recomendo a todos.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 6.8


quarta-feira, 3 de março de 2021

Freaky - No Corpo de Um Assassino (Freaky)


USA 2020

Garota de 17 anos, tímida e introvertida, daquelas que vivem sendo humilhadas pelas amiguinhas maldosas da escola, é atacada por um serial killer do tipo Jason de Sexta-feira 13. Ela escapa com vida, mas no ato do seu quase cancelamento de CPF, troca de corpo com ele, numa daquelas manjadas maldições que só mesmo os roteiristas que não tem mais o que inventar, ainda utilizam para escrever suas histórias.

O filme é daqueles terror que não dá medo, na verdade é uma comédia com assassinatos, carnificina, perseguições e muito gore (sanguinolência).

Quem salva o filme de ser uma besteira total, é a presença do ótimo Vince Vaughn como o assassino e também no papel da garota, depois que trocam de corpo. Kathryn Newton, também se sai razoavelmente bem nos dois papéis e o filme decorre num tom leve e divertido.

É tipo uma sessão da tarde incrementada com alguns baldes de sangue.

Se você não liga, divirta-se, não é de se jogar fora. Se o tema não te agrada, mantenha distância.

Nota 6.5 de 10
IMDb: 6.3


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...