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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

O Beco das Ilusões (Nightmare Alley) – USA 2021 nota 6,5

Não achei nada de mais neste remake do diretor Guillermo Del Toro.

Uma história básica sobre vigarice, enganação na base de códigos para adivinhações e contatos sobrenaturais com pessoas que já morreram. Originalmente foi filmada em 1947 com Tyrone Power no papel principal e um resultado bem melhor.

É baseado em clássico do escritor William Lindsay Gresham.

Não li o livro, mas é um tema que de cara já não me atrai. Nesse tipo de história, já bem explorada, por sinal, as deduções sempre favorecem os “advinhões”, de uma maneira exagerada e eles conseguem descobrir (por exemplo), o que tem na bolsa de uma senhora, só de olhar para ela e notar alguns detalhes que poderiam significar uma dúzia de coisas diferentes.

Na trama um homem (Bradley Cooper), vai trabalhar em um parque de diversões itinerantes e ao conhecer uma das artistas (Rooney Mara), começa a ter a ideia de um grande espetáculo. A época é final dos anos 30, a segunda guerra mundial está no seu início e o período de depressão vem estampado em cada cena.

A ideia é boa, o número atrai um público cada vez mais elitizado e eles estão ganhando dinheiro. Só que o cara ganancioso ao extremo começa a mexer com gente da alta e bolar planos cada vez mais mirabolantes e perigosos, dando uma de extrassensorial, se envolvendo com uma psicóloga pra lá de suspeita e se metendo em situações cada vez mais complicadas.

O elenco ajuda bastante, se não fosse isso, o filme seria bem pior. Chato, arrastado e com alguns clichês pra lá de manjados em filmes do gênero. Para mim, Guillermo Del Toro está perdendo o jeito.

Com: Cate Blanchett, Willem Dafoe, Ron Pearlman, Tony Collette (sem muito o que fazer), Mary Steenburgen, Richard Jenkins, David Strathairn e a participação de Tim Blake Nelson no finalzinho.

Apesar de estar indicado em quatro categorias ao Oscar de 2022 (Melhor Filme, Fotografia, Figurino e Designer de Produção), eu não achei graça.

Vale pelo elenco.

Nota 6.5 de 10
IMDb: 7.2
2


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Casa Gucci (The House of Gucci) – USA 2021 nota 6,5

A minha expectativa foi grande, pois resolvi ler o livro antes de assistir. Eu já venho fazendo isso com alguns filmes e sempre gosto dos resultados.

Infelizmente com Casa Gucci, a mágica não funcionou. 

Ao contrário de “O Último Duelo” que me empolgou a ponto de eu achar que foi o melhor filme que eu assisti em 2021, Ridley Scott não repetiu a dose, Casa Gucci ficou longe do resultado que eu esperava.

O livro narra a história dos Gucci, desde o início cheio de dificuldades quando Guccio Gucci, um trabalhador do ramo hoteleiro que observando o luxo das malas de alguns hóspedes, resolveu fabricar bolsas de couro de alta qualidade e aos poucos, depois de muita luta e reviravoltas, obteve sucesso e acabou erguendo um império.

O livro dificílimo de ser lido, por conta dos parágrafos quilométricos e pouquíssimos diálogos, é detalhista ao estremo e chega a ser chato e maçante em grande parte.

A autora, Sara Gay Harden não se preocupou em facilitar a vida dos leitores, mas colocou nas páginas uma das maiores biografias do século XX.

Disputas, brigas em família, doenças, guerra pelo poder, fraudes, falcatruas, deserdações, batalhas judiciais, corporativismo predador, divórcios, bilhões em jogo e... assassinato.

Seria impossível um filme de 2h38’ de duração, exibir em imagens tudo que há no livro, então os roteiristas “pescaram” alguns momentos importantes da história e jogaram na mão do diretor, que com um elenco de astros, tentou fazer a melhor limonada possível.

O resultado é um filme irregular, sem muita lógica para quem não leu o livro, eventos que ocorrem do nada, sem qualquer explicação e ainda, com a ausência de vários personagens, como por exemplo, Silvana Barbieri, a mãe de Patrizia que teve um papel importante na trama e no julgamento e nem sequer é mencionada, Allegra, a segunda filha do casal Maurízio e Patrízia, também não (no filme o casal só tem uma filha, Alessandra), além de outros personagens importantes, como Richard Buckley, que ao lado do estilista Tom Ford, ajudou a elevar a Gucci ao patamar de hoje.

Para usar um termo popular, podemos dizer que mesmo com toda a pompa, o luxo e o grande desempenho do elenco (Lady Gaga, Adam Driver, Salma Hayek, Al Pacino, Jeremy Irons e por que não, Jared Leto), o filme parece que foi “feito nas coxas”.

Está indicado ao Oscar 2022 na categoria de Melhor Maquiagem e Cabelo, mas duvido que ganhe.

Minha dica é: Se você quer mesmo conhecer a história dos Gucci, leia o livro. Depois veja o filme. Assim, até vale a pena.

Afinal. é Ridley Scott.

Nota 6.5 de 10
IMDb: 6.7


Dexter: New Blood Temporada Única – USA 2021 nota 6,6

Pois é, não podiam ter deixado quieto.

Trouxeram de volta o Serial Killer mais amado de todos os tempos.

Eu torci bastante para que não fosse apenas um ato de “raspar o fundo do tacho” como vemos em várias séries e em algumas franquias de filmes.

Infelizmente, foi quase isso.

Apesar da produção caprichada e de a trama não estar entre as mais abomináveis, a série tem sim, seus lapsos de falta de lucidez e acaba em alguns momentos, pisando feio na bola.

Dexter, agora com uma nova identidade, está vivendo sua vidinha em Iron Lake, uma pacata cidadezinha gelada nos confins do estado de New York.

Ele trabalha numa loja de armas e namora a chefe de polícia da cidade, Ângela (Julia Jones), uma descendente índia, nativa do lugar. Ela vem investigando o desaparecimento de algumas moças que há algum tempo assombra o lugar, dando a entender que um assassino em série vem agindo na região, só que não há corpos e nem qualquer pista que prove a teoria da moça.

Em meio a tudo isso, o filho adolescente de Dexter (que agora se chama Jim Lindsay), aparece e muda sua rotina. Além disso, resolveram ressuscitar o “fantasma” da Deby (Jennifer Carpenter), a irmã boca suja do Dexter que era tão legal na série antiga, só que agora é uma pentelha de galocha que só voltou para criticar o irmão. É um azedume tão grande, que quando ela aparece, a gente pensa: "lá vem a chata". Perderam a chance de trazer de volta uma personagem legal. Para fazer o que fizeram, deviam ter deixado ela mortinha.

E ainda tem aquele papo de “passageiro sombrio”, que já estava ficando enfadonho.

Mas é Dexter, tem lá o seu charme e Michael C. Hall, nasceu para o papel, mas como diz o Nerd Rabugento: Ninguém pediu e não precisava. Se você é fã e não se chateou com aquele final idiota da série original, fica por sua conta e risco. Não me comprometa.

Nota 6.6 de 10
IMDb: 8.3


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

O Gambito da Rainha 1ª Temporada (The Queen’s Gambit) – USA 2020 nota 8,0

Baseado no livro homônimo escrito por Walter Tevis e só publicado no Brasil em 2019, isto porque a série o tornou famoso.

Conta a história de Elisabeth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma menina que na década de 50, foi recolhida a uma casa para órfãos e lá se interessou por um certo jogo de tabuleiro, que o zelador do lugar Sr. Shaibell (Bill Camp), costumava jogar sozinho no porão, para matar o seu tempo livre.

A descoberta do incrível dom da garota, é só o começo da história. Beth Harmon, além de participar de inúmeros torneios, ainda vai se envolver e lutar contra os vícios, as más companhias, as “ofertas” irrecusáveis de patrocinadores e ainda ser envolvida diretamente na guerra fria entre a Rússia e os Estados Unidos.

Uma obra linda, com uma reconstituição de época perfeita, direção segura e sem deslizes de Scott Frank e Allan Scott, e uma estrela principal que já tinha me enchido os olhos em “Last Night in Soho”, apesar que “O Gambito”, veio antes, mas foi em “Soho” que eu passei a admirar de vez essa moça.

Não foi à toa que ela faturou o Globo de Ouro de Melhor Atriz e mais alguns prêmios em outros festivais.

Tensa, enxuta, emocionante, são oito episódios de uma série em que não se consegue relaxar (nem se entediar) um só minuto. 

Com Thomas Brodie-Sangster e Harry Melling.

Não deixem de ver.

Nota 8.2 de 10
IMDb: 8.6


Tick... Tick... Boom! USA 2021 nota 7,0

Um musical que tem lá o seu valor, não tanto pelo filme em si, mas pela importância de contar essa história. A vida de Jonathan Larson, o garçom de uma lanchonete em Nova York, que passou seis anos escrevendo uma peça (a peça do filme) e era um sonhador, um cara que acreditava que um dia seu musical estrearia na Brodway.

O incrível, é conhecer tanta música boa em uma história meio sem pé nem cabeça, mas que agrada pelo alto astral do protagonista e seus amigos.

O ano era 1995 e o mundo vivia os piores momentos da epidemia de HIV e Jonathan tinha vários amigos gays, apesar de ele mesmo, ser hétero.

Eu não conhecia a história do cara e também não pesquisei nada sobre ela, talvez por isso o 

final me impactou tanto.

Se você curte um bom musical, não perca. O filme é leve e agradável,  apesar de alguns momentos tristes.

Com Andrew Garfield como Jonathan. Indicado ao Oscar de Melhor Ator Principal, talvez ganhe, porque a disputa deste ano está pau a pau e já é a segunda indicação do "Espetacular Homem Aranha" ao prêmio..

Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.6


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Exército de Ladrões: Invasão Europa – USA 2021 nota 6,0

A ação se passa antes de "Army of Dead: Invasão em Las Vegas" e conta um episódio na vida de Ludwig Dieter (Matthias Schweighöfer), o arrombador de cofres que se mete naquela furada de roubar o cassino numa cidade empestiada de zumbis.

Não foi dirigido por Zack Snyder, apesar de o filme ser sobre um dos seus personagens, de ele ter colaborado no roteiro e de quebra se valer de algumas figurinhas do outro filme.

Ludwig vive uma vidinha monótona e sem graça, trabalhando de caixa em um banco de Berlim. Nas horas vagas, ele posta vídeos no youtube sobre o seu hobby, arrombamento de cofres.

Um belo dia, ele consegue uma visualização no seu canal e recebe um recadinho.

Começa aí sua grande aventura: Se unir a um bando de ladrões e invadir bancos e cassinos para abrir os quatro cofres mais complicados do planeta e, é claro, roubar alguns milhõezinhos de euros, enquanto são perseguidos por um agente trapalhão e sua equipe.

Poderia ser melhor, mas a fragilidade do roteiro, se não empolga, também não chega a desanimar totalmente. O filme é leve e movimentado. Tem um pouquinho de aventura, uma pitada de suspense, outra de romance e algumas graçinhas sem muita graça.

Não é uma total perda de tempo, mas quando nos deparamos com um filme de ação, que tem um protagonista bobalhão inocente puro e besta, vocês devem concordar que a coisa fica meio chinfrin.

É para se divertir durante o filme e esquecer quando sair da sala.

Nota 6.0 de 10
IMDb: 6.4


Yellowjacts 1ª Temporada - USA 2021 nota 6,8

Em 1996, avião com um grupo de jogadoras de futebol do ensino médio, cai numa floresta fronteiriça entre os Estados Unidos e o Canadá.

Inexplicavelmente (como quase tudo na série), não há o mínimo sinal de resgate e as garotas e dois irmãos, tem que sobreviver numa cabana (abandonada providencialmente), no meio do mato, cuidando do treinador ferido e tendo que se aturarem, devido à extensa diversidade de personalidades, pois cada uma delas tem algo de peculiar e fica meio complicado de se entenderem

Temos: a moça religiosa, a maluca que se mete a enfermeira, a grávida, a enciumada, a taradinha, a chifronésia, a vidente, o casal de garotas, etc... Além disso, a floresta parece estar meio "encapetada", porque acontecimentos beirando o sobrenatural, passam a assombrar o grupo (impossível não comparar com "Lost").

Intercalando com isso tudo, a história mostra algumas das moças nos dias de hoje, passando alguns perrengues com um assassino e chantagista que descobriu de algum modo o que “aconteceu lá” e está pedindo uma quantia em dinheiro para não revelar um certo segredo, além disso, a representante de uma editora vive aporrinhando as sobreviventes, para que elas contem a história.

Interessante? Até que é, mas todo o suspense é apelativo, mostra meias verdades para manter a nossa curiosidade e vai escondendo o restante na manga, numa clara intenção de empurrar o desfecho com a barriga, cozinhando o galo e esticando a história para uma segunda temporada, que eu provavelmente não vou ver, pois não gosto dessas artimanhas.

Com Melanie Lynskey de “Não Olhe para Cima”, Christina Ricci, a esquisitinha Wednesday de "A Família Adams" e a vocalista do "The Licks", Juliette Lewis.

Nota 6.8 de 10
IMDb: 8.1


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...