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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Nomadland

USA 2020

Eu estava bem curioso para ver esse filme, tanto pelos comentários elogiosos de alguns críticos que eu acompanho e também porque Frances McDormand sempre é sinônimo de coisa boa.

Oscar de melhor atriz por Fargo (1996) e Três Anúncios para um Crime (2017), ela pode receber mais uma indicação (seria a sexta) e levar mais um Careca Dourado para casa.

Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Nomadland é um filme em que a diretora Chlöe Zhao mescla atores com pessoas comuns, numa rota usada por nômades durante a crise que explodiu em 2008. O filme fica entre a Ficção e o Documentário, acompanhando Fern (Frances), depois que a empresa que mantinha viva sua cidade - Empire no estado de Nevada -, faliu e o lugar virou uma cidade fantasma.

As paisagens, os dramas e as pessoas que ela vai conhecendo pelo caminho, após perder o marido e o emprego, atraem nossa atenção e nossa companhia. Fica difícil não se encantar com a simplicidade da personagem, com seu cabelinho desajeitado, sua Van que serve de transporte e moradia, e os perrengues que ela tem que enfrentar no caminho. Caminho? Para onde? Você vai se perguntar e quando descobrir, vai ver que não é ali que ela vai querer ficar. Bonito, sensível e humano.

Eu acho que merece o Oscar, mas também achei que Honneyland merecia ganhar em 2020 e não ganhou.

Não é um filme para qualquer momento, mas não deixe de ver.

Com David Strathairn.

Nota 8.0 de 10

IMDb: 7.6

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much)

USA 1956

Clássico de Hitchcock (mais um).

Um médico (James Stewart) está de passagem pelo Marrocos em viagem de férias com sua esposa cantora (Dóris Day) e o filho de 5 anos. Ele acaba envolvido em uma conspiração internacional para o assassinato de um figurão e uma avalanche de confusão acaba caindo em cima dele e da sua família. O doutor vai ter um trabalhão dos infernos para escapar de assassinos, sequestradores e trairagens políticas. Além disso, é difícil saber quem está mentindo e quem está sendo sincero com eles.

Astros de renome, fotografia esplendorosa em Technicollor e o suspense sempre presente nas obras do mestre.

Para fãs e futuros fãs, porque quem não conhece Hitchcock e assiste um filme desses, com certeza vai querer assistir os outros.

Uma pena que o diretor tinha a mania de acabar seus filmes logo após o desfecho, tirando da gente o gostinho de ver um poquito más, ou seja, alguma coisa além do desfecho.

Oscar de Melhor Canção: “Que Será Será” (Whatever Will Be, Will Be), interpretada pela musa Dóris Day. Me perdoe quem gosta, mas eu acho essa música bem chatinha.

Nota 7.3 de 10
IMDb: 7.4

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Safe – de Harlan Coben

UK 2018

Minissérie escrita e produzida pelo escritor de 75.000.000 de livros vendidos. Harlan Coben aplica sua fórmula sempre eficiente de criar uma história moderna de mistério, com personagens do cotidiano envolvidos em um crime.

Aqui tudo se passa dentro de um condomínio fechado, meio a lá “Janela Indiscreta” de Hitchcock e meia a lá Ágatha Christie, por conta dos diversos suspeitos que vão surgindo ao longo dos oito episódios da história. Em média, 40 minutos cada.

Ao assassinato de um jovem, numa festinha noturna em uma das residências, segue-se o desaparecimento da namorada do infeliz, filha do nosso protagonista, o Doutor Tom Dellaney (Michael C. Hall, o psicopata bonzinho da série Dexter). Em meio às investigações do crime, ele passa a procurar desesperadamente a garota e a cada pista, vai se deparando com um emaranhado de coisas que ocorreram num passado próximo e estavam todas convenientemente “varridas” para debaixo do tapete do belo condomínio.

Desta vez, Harlan Coben não adaptou nenhum dos seus livros, o roteiro foi escrito originalmente para a TV.

Interessante do começo ao fim, apesar de vários clichês e algumas coisinhas sem sentido. Além disso, o elenco parece ter sido escolhido pelo grau de feiura dos atores. Ave...! Quanta gente feia...

Mas nada que atrapalhe a diversão.

Nota 6.9 de 10

IMDb: 7.3

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Mank e Cidadão Kane

 
Mank

USA 2020

David Fincher (O Clube da Luta, Seven: Os Sete Crimes Capitais) é o diretor desse filme biográfico, mostrando as facetas de Heman J. Mankiewicz (Gary Oldman), um dos mais conhecidos roteiristas de Hollywood nas décadas de 40 e 50.

O filme se concentra no ano de 1940, quando ele passou acamado por 60 dia numa propriedade rural, acompanhado de sua enfermeira (Monika Gossman) e sua assistente (Lily Collins), se recuperando de um acidente e escrevendo o roteiro de “Cidadão Kane”.

Orson Wells (Tom Burke), que foi o co-roteirista e diretor, pouco aparece e a sua participação se dá mais em ligações telefônicas para Mank. Ele tinha sido contratado pelo estúdio e estava com a moral lá em cima, depois de ter ficado famoso em 1938, por apavorar toda a costa leste, narrando uma invasão alienígena no seu programa de radio na CBS.

Em flashbacks vamos conhecendo Mank, seu alcoolismo, sua língua afiada e seu bom coração. Tudo acompanhado de um desfile de celebridades da época e muita politicagem, envolvendo eleições, socialismo, depressão e traições.

Cidadão Kane, foi indicado para 11 Oscars e ganhou o de Roteiro Original. Perdeu de Melhor Filme e Direção para “Como Era Verde Meu Vale” de John Ford.

Orson Wells perdeu de Melhor Ator para Gary Cooper com o filme (Sargento York).

Perdeu também: Direção de Arte, Fotografia, Mixagem e Trilha Sonora.

Nenhum dos dois roteiristas apareceu para receber a estatueta de Roteiro. George Schaefer, o presidente da RKO Pictures, representou os fujões.

O filme é todo em preto e branco, tem a qualidade que o diretor costuma entregar e não chega a ser chato, mas para quem está procurando um tipo de diversão mais fácil de digerir, não é recomendado.

Se você é daqueles (que nem eu), que tem um certo apego pelo cinema dessa época, não perca, pois é uma bela homenagem, caso contrário, é melhor procurar outra coia pra ver.

Gary Oldman, excelente, como sempre.

Com Amanda Seyfried, o eterno vilão Charles Dance e Ferdinand Kingsley, filho de Ben Kingsley.

Nota 7.3 de 10
IMDb: 7.1

Cidadão Kane (Citzen Kane)

USA 1941

Considerado por muitos (até um passado próximo), como o melhor filme já feito, é a história da ascensão de Charles Foster Kane (Orson Wells), um menino que é tirado dos pais para ser educado em Nova York por um tutor (Everette Sloane), encarregado de cuidar do garoto até que ele complete a maioridade e possa movimentar sua herança, uma mina recebida pela sua mãe em pagamento de uma estadia em sua pensão. O início do filme, mostra sua morte, já velho e a partir daí, um investigador enviado por um editor, passa a fazer uma pesquisa sobre a vida dele. De como fez fortuna, principalmente na imprensa, a sua investida na política, seus casamentos, suas paixões e sua solidão, mas a grande incógnita da história, é saber o que significa a palavra “rosebud”, a última coisa que Kane disse antes de morrer. Só no final descobriremos. Apesar dos elogios e a adoração dos críticos, não considero o filme essa obra prima que tanto cultuam, apesar de ser a terceira vez que assisto. É um filme excepcional, tem alguma coisa nele que me prende a atenção o tempo todo, apesar de parecer chato em sua premissa. Talvez seja a direção segura, ou a fotografia com suas sombras e luzes, os closes nos personagens, o elenco irretocável, ou tudo isso junto.

Com: Agnes Moorehead (A Endora da série “A Feiticeira”), Joseph Cotten e Ray Collins, entre outros e  além dos já citados.

Para fãs de carteirinha do cinema clássico, se você não é, suas chances de gostar, ficam ali nos 50%.

Nota 8.0 de 10
IMDb: 8.3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Primal 1ª Temporada

USA 2019

Criado pelo produtor russo Genndy Tartakovsky (O Laboratório de Dexter e Samurai Jack), é uma série de animação em que um homem das cavernas e um dinossauro acabam unidos pela tragédia e passam a viver aventuras na luta pela sobrevivência em um mundo pré-histórico. Não há diálogos, a comunicação é composta de rosnados e gritos.

É isso.

Mas não é só isso.

Tudo funciona.

A gente se encanta, torce, participa, se desespera e vibra a cada episódio com os dois amigos.

É daqueles trabalhos mágicos que conseguem com tão pouco (parece pouco), cativar a gente de uma maneira que em certos momentos, não dá nem para piscar.

São dez episódios de 20 minutos. De pura magia.

Épico!

Não deixem de ver.

Nota 9.2 de 10
IMDb: 8.7

Segurando as Pontas (Pineapple Express)

USA 2008


Divertidíssimo filme em que um entregador de intimações sem noção (Seth Rogen), fica amigo do seu fornecedor de maconha, também sem noção (James Franco) e acabam se metendo numa enrascada dos infernos por se verem envolvidos como prováveis testemunhas no assassinato de um chinês durante uma guerra entre traficantes. Detalhe: Uma policial (Rosie Perez), está envolvida e vai tentar de tudo para dar um jeito de apagar as testemunhas, o que à primeira vista, parece uma tarefa muito fácil, já que eles passam o filme todo chapados. Moralmente incorreto, chega ao absurdo de mostrar menores consumindo maconha, apesar de aconselhados a não partirem para drogas mais pesadas.

Dany McBride é outro sem noção que se junta aos dois idiotas e vão se metendo cada vez mais na encrenca toda.

Com: Gary Cole, Craig Robinson, Amber Heard, James Remar e Ken Jeong (antes de “Se Beber não Case”).

Feito unicamente para divertir. Se você não curte besteirol, passe longe, caso contrário, não deixe de ver.

Trilha sonora sensacional:

Eddie Grant

Grace Jones

Shaquille O'Neil

Falco

Peter Tosh

Bob Marley

Robert Palmer

Huey Lewis

Public Enemy

Nota 7.4 de 10
IMDb: 6.9 

domingo, 17 de janeiro de 2021

Buoyancy

Austrália 2019


Filme denúncia mostrando o trabalho escravo nos pesqueiros da indonésia. (Sarm Heng), Chakra de 14 anos, resolve abandonar sua família pobre no Camboja, onde vive da agricultura,  porque ouviu dizer que na Indonésia podia-se ganhar um bom dinheiro trabalhando na indústria. Só que ao chegar lá, sem ter nem o dinheiro para pagar uma espécie de “Coiote”, ele acaba se encaixando no perfil predileto dos aliciadores de escravos, pois precisa trabalhar de graça durante um mês para pagar sua dívida. O garoto acaba indo parar em alto mar, num navio pesqueiro, cujo capitão é extremamente abusivo e fornece péssimas condições de trabalho para os empregados. Espancamentos, assassinatos, comida regulada (uma xícara de arroz por dia após uma jornada de 20 horas). Violento e revoltante, apesar do ritmo um tanto arrastado, causa indignação até nos mais insensíveis. Além de tudo isso, a relação entre os trabalhadores nem sempre é de amizade e o garoto definitivamente percebe, que vai ter que se tornar violento se quiser sobreviver. 
Nas raras vezes em que o navio aporta, os trabalhadores são obrigados sob ameaça de armas  a permanecer na embarcação. Quando voltam para alto mar e longe de qualquer possibilidade de pedir ajuda, Chakra começa a se convencer de que precisa virar homem e agir com brutalidade para escapar.
Nota 7.2 de 10
IMDb: 7.4

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...