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domingo, 13 de junho de 2021

O Porto (Le Havre) França 2011

Quando um contêiner cheio de imigrantes ilegais é flagrado pela polícia do porto de Le Havre, na França, um dos integrantes, um garoto negro adolescente consegue fugir.

Marcel (André Wilms), um engraxate simplório, encontra por acaso o menino e decide ajuda-lo a encontrar seus parentes que vivem no país.

A perseguição da polícia, um inspetor chamado Monet, que vive na “cola” de Marcel, a ajuda dos vizinhos e até de um cantor de Rock decadente e desiludido de paixão, todos vão estar envolvidos numa história, em que o objetivo é para que o garoto chegue até sua família. Em meio a isso tudo, Marcel ainda precisa lidar com a esposa internada, que não sabe se vai sobreviver a um tratamento de radioterapia.

O cinema simples do diretor Aki Kaurismaki é mostrado de frente e sem rodeios nem subterfúgios. O tema é explícito, a linguagem é direta, até aparentando um certo amadorismo aos desavisados, mas a fotografia, as cores e a condução do filme, aos poucos nos revela um enorme poder artístico, uma obra diferente, com fortes influências de um certo cinema europeu contemporâneo.

Indicado para cinéfilos e apreciadores de pérolas cinematográficas.
Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.2

O Inocente (El Inocente) Minissérie da Netflix, baseada em Harlan Coben – Espanha 2021

Mario Casas é Mateo Vidal, um ex-condenado que cumpriu 4 anos de pena por ter se envolvido numa briga e matado acidentalmente um jovem.

Quando sai da cadeia, tenta reconstruir a vida, trabalhando na empresa do seu irmão.

As coisas vão se assentando. Ele se apaixona e começa a viver uma vida normal, até que, a partir de um telefonema, uma enxurrada de coisas começam a acontecer em cascata, transformando sua vida, o seu mundo e a o da sua família, num inferno.

Tenso, angustiante, violento. Para mim uma história de Harlan Coben, o escritor de 80 milhões de livros vendidos, nunca foi tão bem adaptada para as telas. O clima pesado, recheado de crimes, mortes, sexo, bizarrices, traição, assassinatos, segredos, perseguições, enfim... são oito episódios em que a aflição se mantém constante, principalmente porque a dúvida e o mistério mantém a gente no escuro, assim como mantém o personagem principal. Ou não?

Eu li “O inocente” e fico tentado a dizer, que dessa vez o filme (a série), superou o livro, mérito dos roteiristas, que não aliviaram a "barra pesada" da história, pelo contrário, acho que até deram uma reforçada.

Confira.

Se você gosta de suspense, não deixe de ver. Prefira o áudio original.

Obs: Cenas de nú frontal, tire a molecada da sala...

Nota 8.5 de 10
IMDb: 7.9

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Oxigênio (Oxygène) – França 2021

Mulher acorda presa numa cápsula criogênica super avançada, mas claustrofóbica e agoniante, sem saber como e nem porque foi parar foi parar naquele caixote. Sua memória está em frangalhos e ela só consegue se lembrar da sua vida em flashes. Para ajudar a temperar o clima da situação, uma voz que se denomina o administrador virtual da coisa, passa a avisá-la periodicamente que o oxigênio está acabando.

Passado o desespero inicial, ela começa a interagir com a inteligência artificial da máquina (M.I.L.O, voz do ator Mathieu Amalric), na tentativa de descobrir coisas que a ajudem a sair daquela situação, até que a história atinge o seu ápice e se revela no mínimo apavorante.

Revelações surpreendentes no final valorizam uma boa história, contada de maneira que prende a atenção e deixa a gente com a sensação de um filme interessante e bem dirigido.

A cantora e atriz francesa Mèlaine Laurent de “Bastardos Inglórios” e “Truque de Mestre”, segura bem a parada e o filme se desenvolve num bom ritmo, sob a direção de Alexandre Aja, de “Predadores Assassinos” filme de 2019, com a brasileira Kaya Scodelario, e que foi muito elogiado por Quentin Tarantino. Só por isso, já vale uma conferida.

Desaconselhável para claustrofóbicos.

Nota 6.6 de 10
IMDb: 6.5


sábado, 5 de junho de 2021

À Espreita do Mal (I See You) - USA 2019

Casal de jovens liderado pela garota, tem a mania de se aventurar, invadindo casas enormes habitadas por famílias pequenas em bairros de classe média alta de uma cidade interiorana.

Eles invadem e se escondem. Quando os donos saem para o trabalho e para a escola, fazem a festa. Moderadamente é claro, porque a intenção não é roubar nada de valor, apenas usufruir da geladeira e do conforto por alguns dias.

Só que desta vez, as coisas saem do controle e eles acabam presenciando um assassinato.

Paralelamente a isso, a polícia anda à caça de um sequestrador de crianças.

No desenrolar da trama, vamos descobrindo uma faceta diferente do que o cenário apresenta no início, até que algumas surpresas acabam sendo reveladas, trazendo à tona, uma conexão entre os jovens, os garotos sequestrados e os donos da casa.

Não é grande coisa, mas também não é de se jogar fora. Fui atraído pela presença da Helen Hunt no elenco, atriz ganhadora do Oscar pelo filme “Melhor é Impossível” de 1997, mas sinceramente... ela está tão esquisita que eu até preferia uma outra atriz no papel. Dá a impressão que a maquiadora errou de personagem e pensou que ela ia interpretar uma daquelas criaturas que o Capitão Kirk encontra onde “nenhum homem jamais esteve”. Cruz credo...

Brincadeiras à parte, o filme foi bastante elogiado pelo público. Eu achei fraquinho.

Fica por sua conta e risco. 

Nota 6.8 de 10
IMDb: 5.8

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Army of the Dead: Invasão em Las Vegas de Zack Snyder - USA 2021

Liderado por Scott Ward (O simpático monstrão, Dave Bautista), um grupo de mercenários reunido de última hora, vai entrar na cidade sitiada de Las Vegas para “recolher” 200 milhões de verdinhas do cofre de um cassino. Acontece que a cidade foi isolada por conter uma horda de zumbis e como alguém do governo deve ter assistido “A Volta dos Mortos Vivos” de 1985, o presidente resolveu jogar um missilzinho básico lá e mandar tudo pelos ares. Ou seja, exterminar os mortos, ou melhor, assassinar todos que já morreram e se tiver alguém por lá que não morreu ainda... fo@$%#-se!

Acontece que as complicações começam bem antes da aventura se iniciar de verdade: tem um sujeito mal intencionado infiltrado no grupo pelo mandão da coisa, o japa Tanaka-san (Hiroyuki Sanada), também tem uma adolescente abelhuda e chata pra dedéu que chantageia o pai para se juntar ao grupo, a pilota do helicóptero que é pra lá de pirada (a melhor coisa do filme) e ainda, mais uma meia dúzia de desajustados, que se o nosso campeão de esteroides, tivesse um bocadinho de massa cinzenta, não teria entrado numa roubada (hic!) dessas.

O filme é divertido, movimentado, nojento, violento, com muito gore (como todo bom filme de zumbis), e tinha tudo para ser uma experiência cinematográfica divertida e sem maiores traumas pós espetáculo, ainda mais porque a trilha sonora é maravilhosa.

Acontece que o diretor e roteirista Zack Snyder, (que deve ter se inspirado na ideia de “Invasão Zumbi II: A Península dos Mortos Vivos” de 2020, um filme coreano que conta um lance muito parecido), resolveu inserir uma carga dramática na história e acabou estragando toda a brincadeira.

Não precisava... ninguém deve ter falado pra ele, que ás vezes “menos é mais”... e então ele teria evitado o desnecessário amontoado de idiotices em algumas sequências com furos maiores do que um buraco negro, além de um final que além de inverossímil, é chato pra caramba. (Essa é a minha opinião tá, muitos podem até gostar).

Não é à toa que um filme tão caro (70 milhões de dólares), tenha recebido uma resposta tão baixa do público, como demonstra sua avaliação no IMDb 5,9 e 68% no Rotten Tomatoes.

Dá pra ver e até se divertir, mas prefiro “Madrugada dos Mortos”, filme de Zumbis de 2004, do mesmo Zack Snyder. Simples, com menos pompa e destituído de palhaçadas, tipo mimimi de família, pedidos de perdão e sacrifícios desnecessários e infrutíferos.

Músicas:

Elvis Presley, Creedence, The Doors, Cranberries, Culture Club...

Nota 5.7 de 10
IMDb: 5.9

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Sisters (Irmãs Diabólicas) de Brian De Palma - USA 1972

Margot Kidder (a Louis Lane do Christopher Reeve), é Danielle, uma modelo que conhece um moço negro ao participar de um programa de TV. Na saída, ela é assediada pelo seu ex, e o jovem a defende. Ele vai até o apartamento dela e conversa vai, conversa vem...

No dia seguinte ele é assassinado. Dentro do apê.

A vizinha do apartamento em frente vê o cara pedindo socorro em agonia antes de morrer (é claro) e chama a polícia, mas a maluca Danielle recebe ajuda e esconde o corpo, fazendo a testemunha passar por tantã.

A partir daí, essa vizinha, passa a investigar e procurar pistas do corpo do sujeito, até contrata um detetive interpretado pelo ótimo Charles Durning e acaba se metendo numa encrenca muito bizarra, doentia e psicopática (existe essa palavra?).

Brian de Palma, ainda não tinha alcançado o sucesso, que só viria mesmo em 1976 com “Carrie a Estranha” e também porque o filme, que apesar de ter claras influências Hitchcockianas (eitah!), é fraquinho no seu desfecho, deixando o espectador boiando que nem cachorro na enchente.

Vale conhecer, por ser obra de um cara genial e também para se deleitar com a Margot Kidder, novinha, apesar de estar completamente lelé das ideias, nesse filme. É curtinho, tem menos de 01h30.

Nota 6.0 de 10
IMDb: 6.9


terça-feira, 1 de junho de 2021

Falcão e o Soldado Invernal (The Falcon and the Winter Soldier) – 1ª Temporada – USA 2021

Falcão (Anthony Mackie) e o Soldado Invernal (Sebastian Stan), precisam combater um grupo que se autodenomina “Os Apátridas” e vem aprontando das suas para impedir programas de extradição de estrangeiros pelo governo americano e outros manda-chuvas do eixo europeu.

A coisa fica complicada, quando descobrem que os líderes dos revoltosos, encontraram alguns frascos do “néctar dos super soldados”, adquiriram poderes e ninguém consegue parar os caras.

Para ajudar, o governo resolve embolar de vez o meio de campo, promovendo um sujeito a Capitão América, já que o cargo ficou vago, depois que o bom Capitão, resolveu ficar no passado desfrutando das carícias de sua bem amada (ver Vingadores Ultimato). Acontece que o sujeito vivido pelo ator Wyatt Russell, já entra na peleja com o índice de rejeição elevado, pois ninguém vai com a cara dele, o intrometido que se acha no direito de pegar aquele escudo e sair por aí, distribuindo autógrafos.

Baron Zemo “Daniel Brühl”, que estava em cana, entra na jogada para ajudar, mas a bagaça só vai se complicando cada vez mais.

A coisa fica assim: O Falcão sem Tony Stark para dar aquela força, o Soldado Invernal com suas neuras, herdadas do tempo que era vilão, Um Capitão América de araque e o barão Zemo que está mais interessado em resolver suas própria tetras.

Movimentado, cheio de reviravoltas e um resultado dentro do esperado.

Não vá sonhando que não é nenhum fenômeno, mas dá para se divertir.

Eu até que recomendo.

Nota 7.1 de 10
IMDb: 7.5

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...