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segunda-feira, 28 de março de 2022

A Fuga (Flee) Dinamarca 2021 nota 7,6

Mais um ótimo filme indicado ao Oscar 2022.

Flee (premiado em Cannes), concorre nas categorias de Melhor Filme Internacional, Melhor Filme de Animação e Melhor Documentário.

Conta a história verídica de Amin, um menino refugiado do Afeganistão na década de 90 e acompanha sua trajetória, junto com sua mãe, o irmão mais velho e suas duas irmãs, também mais velhas.

Tudo é mostrado do ponto de vista do diretor, por meio das entrevistas que o próprio Amin concedeu, depois de finalmente poder falar sem medo de prejudicar a família, pois foi orientado assim, por um detalhe que vou omitir para não gerar spoilers e roubar o efeito de descobrir durante o filme.

Amin é gay e este foi mais um dos motivos que fizeram da sua história algo digno de ser retratado, mas como sabemos, nem sempre uma boa história é suficiente para tornar um filme bom, é preciso que seja contado da maneira certa e Flee, sem dúvida nenhuma, foi muito bem contado, incluindo trechos verídicos resgatados de reportagens televisivas inseridos na animação.

Ainda preciso assistir outros candidatos, tanto da categoria Animação, como de Documentário, por isso não vou palpitar, mas acho que Flee era um grande concorrente. Não ganhou em nenhuma das categorias, mas acho que as indicações já foram uma grande conquista.

Nota 7.2 de 10
IMDb: 7.3


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Drive My Car (Doraibu mai kâ) Japão 2021 nota 7,8

Filme Japonês concorrente ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme em Língua Estrangeira, assim como “Roma” de 2019 e “Parasita” de 2020. Ryusuke Hamaguchi ainda concorre a Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado.

Gostei bastante deste drama sobre um diretor de teatro Yûsuki Kafuku (Hidetoshi Nishijima) e a sua bela esposa Oto Kafuku. (Reika Kirishima), unidos na tristeza por uma tragédia familiar.

Ela, ex-atriz não atua mais, em vez disso, escreve roteiros para o marido, sempre inspirada depois de fazerem sexo.

Só que aos poucos vamos descobrindo um lado sombrio da mulher, até que uma reviravolta na história leva Kafuku a necessitar de um motorista particular, quando ele aceita o convida para dirigir uma peça em outra cidade do país.

Começa então uma nova vida para ele que vai conhecer pessoas, interagir com os produtores e novos atores e atrizes, e aos poucos ele começa a  enxergar o mundo de um outro ângulo, tudo ilustrado por viagens de idas e vindas no seu simpático carrinho sueco SAAB 900 de cor vermelha, dirigido pela competentíssima Misaki Watari (Tôko Miura).

O filme tem quase três horas de duração, é lento, desconfortável em alguns momentos, mas esse desconforto não é ruim e nem desagradável, pois a história, apesar de contada de uma maneira calma e reflexiva, nunca se torna desinteressante. Acredito que é um forte candidato a papar o Ocarzão do ano.

Recomendado para quem procura cinema de arte e não apenas entretenimento.

Nota 7.8 de 10
IMDb: 7.8


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A Pior Pessoa do Mundo (Verdens verste menneske) Noruega 2021 nota 5,0




Atenção: Contém spoilers.
Filme sobre uma mulher na casa dos 30 que parece legal, mas não é, parece bonita, mas não é e parece inteligente, mas também não é, interpretada por Renate Reinsve, Melhor Atriz no Festival de Cannes, num filme que parece chato, e é...

Não sei o que viram nesse filme, para que tenha sido premiado em Cannes e seja o representante da Noruega como concorrente ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira e de quebra ainda concorre a Melhor Roteiro Original.

Fico pensando, o que será que acharam legal? Será que foi por causa daquela cena em que os personagens conversam sobre os malefícios da masturbação e os dissabores da menstruação, sentados à mesa? Ou será que foi porque a protagonista escreveu uma matéria muito elogiada (??!!), falando que a amiga dela teve uma experiência em que um “ficante” segurou sua cabeça, a fo#@%&deu na boca e ela gostou, apesar de ter se engasgado com a coisa? Ou porque ela conhece um cara numa festa e vão os dois no banheiro para que um veja o outro mijando? Ou ainda, porque ela solta um peido durante a micção? Ou porque o mesmo sujeito fuma a fumaça de cigarro que sai da boca dela? E o troca-troca de cheirar sovaco? É engraçado aquilo? Será ainda, que é porque ela diz que só gosta de transar quando o p... do cara está mole? E não vamos esquecer da cena em que ela, numa viagem cogumelística, tira o O.B. encharcado de sangue e o joga na cara do próprio pai.

Além de tudo, ela tem o nariz masculinizado e as pernas finas, é meio corcunda e tem queixo de cabide. O corpo da mulher parece um poste e a sensualidade passou a quilômetros dela.

O namorado criou um personagem chamado Bobcat, um gato que caga, fo@#$%de e vomita na casa de seus donos, segundo seu criador, ele é um selvagem na vida doméstica mostrando que o mundo deve dar espaço para os revoltados que se levantam para lutar contra a burguesia... affff, por que a p... do gato que não ficou no seu habitat então? E ainda me faltou entender qual o motivo do c... do gato ser icônico. Ele não explica, só diz que é icônico. O que será que é necessário para que o c... de um gato, se torne icônico?

Eu sequer sabia, que escrever uma história sem a menor graça e ilustrar com algumas bizarrices desse tipo dava dinheiro... é meus amigos, vivendo e aprendendo.

Para completar a tragédia (do filme), o roteirista (que é o próprio diretor), acha de criar o maior clichê de todos: um dos personagens vai descobrir que está com câncer terminal. Entendo que é só pra deixar o final do filme dramático, não vi outro motivo. Realmente é dose pra elefante...

Resumindo: para mim o único ponto positivo é a trilha sonora, que achei bem agradável, com direito a Billie Holliday, Christopher Cross e uma versão da maravilhosa “Águas de Março” interpretada por Art Garfunkel. E mesmo assim, é a única música que combina, porque Águas de Março combina com tudo, até com um filme chato desse. Uma verdadeira encheção de linguiça (com miúdos que deveriam ser destinados à lixeira) e que dura duas sofríveis horas.

O elenco é bom, mas o elenco de “Cats” também é...

Plagiando a própria linguagem do filme, ficou ó... uma bosta.

Ligue a seta, troque de faixa e siga em frente.

Nota 5.0 de 10
IMDb: 7.9


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

John Wick 3: Parabellum USA 2019 nota 7,6

Desta vez o "cliente" é a própria organização que precisa punir o nosso herói que desobedeceu as regras e matou um "colega" em solo sagrado, que entendamos, seja toda a área ocupada pelo hotel Continental, inclusive as escadarias, como pode-se comprovar no final do filme.

O gerente do hotel Winston (Yan MacShane) também sofre sua punição e o chefe da facção associada Pombo Correio, Bowery King (Laurence Fisburne) idem, por terem ajudado John Wick a fugir.

Agora, o mundo todo, inclusive alguns assassinos de outro planeta estão atrás dele.

A exemplo do filme anterior, a ação só para mesmo para dar um refresco, com algumas situações inseridas propositalmente para dar uma quebrada no ritmo, senão ninguém aguentaria tanto mata mata e mais nada.

Atenção para a homenagem a "Tuco" (Eli Walach) na loja de armas quando Jonathan monta um revólver com peças de outros, na cena clássica de "Três Homens Em Conflito". A diferença é que "Tuco" faz o mesmo, só que de um jeito muito mais elegante e assustador...

Gostei do filme.

Adorei os cachorros.

Keanu Reeves canastrão como sempre, mas é um canastrão que a gente gosta de ver.

Com Halle Berry, Angélica Huston e Mark Dacascos, ressurgido das cinzas.

Agora... eu não teria passado vontade e teria metido bala naquela tal de Adjudicator (Asia Kate Dillon) Orange is The New Black... apesar de que ela só estava fazendo seu trabalho.

Nota 7.6 de 10
IMDb: 7.4



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Reacher 1ª Temporada – USA 2022 nota 7,3

Numa bela manhã, o grandalhão Reacher (Alan Ritchson), aparece na cidade de Margrave e em cinco minutos já está preso.

O cara é acusado de assassinato, porque foi visto na cena de um crime acontecido na noite anterior e se constitui no único suspeito.

Logo em seguida, um morador da cidade, pai de família, trabalhador e com uma vida confortável, se apresenta e confessa que matou o referido assassinado.

Mas como a sua confissão está cheia de furos, acabam os dois indo pro xilindró ver o sol nascer quadrado, até que o chefe de polícia Finlay (Malcolm Goodwin) e sua assistente Roscoe (Willa Fitzgerald), encontrem maiores evidências.

Começa aí, uma história envolvendo americanos e venezuelanos numa trama cheia de assassinatos cruéis, corrupção na polícia, um mistério envolvendo o ricaço do lugar e o enorme Jack Reacher (dizem que o cara tem 1,90m e pesa 140 kilos), distribuindo porrada a rodo e estraçalhando bandidos sem dó e nem piedade. E ele ainda arranja tempo para namorar a bela policial Roscoe.

Série simpática, com certa dose de humor, violência, mortes trágicas e um grande mistério, só revelado no penúltimo episódio. É baseada nos livros do escritor Lee Child que criou o personagem.

Excelente passatempo.

Com o eterno vilão (Bruce McGill, que só foi bonzinho quando era o chefe do MacGyver, lembram?)

Nota 7.3 de 10
IMDb: 8.3


domingo, 20 de fevereiro de 2022

Belfast USA 2021 nota 7,0

Escrito e dirigido por Kenneth Branagh, é quase um filme autobiográfico, em que ele relembra a sua infância num bairro de classe média de Belfast na Irlanda do Norte.

O filme é um dos dez escolhidos que vão brigar pela estatueta principal na festa do Oscar 2022 e de quebra tem mais seis indicações.

O garoto Buddy é o personagem principal do filme, vivendo uma infância tumultuada pelo ódio de grupos protestantes que em 1969 entraram em conflito violento contra os católicos do lugar.

Em meio a isso ele sente a ausência do pai (Jamie Dornan), que trabalha longe e só volta pra casa nos finais de semana, a mãe (Caitriona Balfe),o irmão mais velho (Lewis McAskie), o avô e a a avó (Ciarán Hinds e Judie Dench, ambos indicados ao prêmio de Melhores Coadjuvantes), completam a família.

Tirando umas poucas imagens coloridas, o filme foi feito numa belíssima fotografia em preto e branco (não sei porque não está concorrendo ao prêmio, talvez seja porque já tenhamos outro concorrente feito em preto e branco: A Tragédia de MacBeth de Joel Coen).

É um filme bonito, simpático, sensível e com uma belíssima trilha sonora quase que totalmente composta e interpretada por Van Morrison.

Referente ao Oscar, difícil dar um palpite, ainda tenho que ver Licorice Pizza, No Ritmo do Coração, Drive My Car e Amor Sublime Amor, para ter a minha opinião.

O filme ainda concorre a Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Som e Melhor Canção Original.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.4


sábado, 19 de fevereiro de 2022

A Mão de Deus (È stata la mano di Dio) - Itália 2021 nota 6,8

Representante da Itália na festa do Oscar 2022, o filme se desenvolve a partir do ponto de vista de Fabietto (Filippo Scott), um rapaz, morador da cidade de Nápoles, saindo da adolescência.

Ele sente desejos incestuosos pela sua linda e biruta tia Patrízia (Luisa Ranieri) e sua maior paixão é o time do Napoli, assim como a de toda a família, é daí que vem o título do filme, pois se passa na década de 80, quando Diego Maradona foi jogar no Napoli. Seu pai e sua mãe (Toni Servillo e Teresa Saponangelo), são felizes a seu modo e o seu irmão mais velho quer ser ator num filme de Fellini.

A primeira metade do filme, é uma comédia de costumes das boas, com cenas hilárias, como a da vovó mal humorada que só fala palavrões e um novo namorado de uma das tias que fala através de um aparelho (a cena da briga entre as mulheres é de arrancar gargalhadas).

Na segunda metade, o astral do filme tem uma queda brusca e o melodrama, o surreal e o existencialismo tomam conta. Não fica chato, mas fica parecendo que é outro filme. Triste, sofrível e sem o brilho da primeira parte.

Está indicado ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, ainda não vi os outros candidatos, por isso não dá para arriscar um palpite.

Mas vale conhecer.

Nota 6.8 de 10
IMDb: 7.4


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...