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quarta-feira, 24 de março de 2021

Munique (Munich) – USA 2005


Logo após o atentado terrorista que foi chamado de Setembro Negro, em que onze atletas da delegação israelense foram mortos por palestinos, membros do estado islâmico durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, a ministra Golda Meir, encarrega Avner, um jovem agente do Mossad (Eric Bana, “O Incrível Hulk” do Ang Lee), a caçar em matar os organizadores do atentado. A partir daí, o filme vira uma matança atrás da outra. Avner e mais quatro companheiros são desligados do Mossad, por questões políticas e saem pelo mundo exterminando os culpados.

É um filme baseado em fatos, é longo, 2h42' de duração, não é um espetáculo de encher os olhos e poderia ser mais curto, mas a direção é de Steven Spilberg, e só por isso já vale arriscar o seu tempo.

Cena mais marcante: A morte da assassina holandesa Jeanette (Marie-Josée Croze), simplesmente chocante.

Com Daniel Craig, o mais recente 007 e Geofrey Rush, o Capitão Hector Barbossa de “Os Piratas do Caribe”.

 Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.5

segunda-feira, 22 de março de 2021

Sound of Metal (O Som do Silêncio) – USA 2020


A gente já sabia que devido a essa pandemia que se abateu sobre o planeta, 2020 seria um ano meio fraco de boas produções para o cinema.

Os organizadores do Oscar, a premiação máxima da sétima arte, parece que combinaram em deixar isso, o mais evidente possível, tal a qualidade de alguns dos escolhidos que concorrem à estatueta, no próximo dia 25 de Abril.

Um bom exemplo é esse Sound of Metal, um filme sem grandes atrativos que está concorrendo em 6 categorias:

Melhor Filme
Melhor Ator (Riz Ahmed)
Melhor Ator Coadjuvante (Paul Raci)
Melhor Roteiro Original
Melhor Montagem
Melhor Mixagem de Som

Eu não vi bagagem para essa festa toda. Talvez eu não tenha entendido, ou esteja ficando velho. (Só quero deixar claro que adoro Heavy Metal e AC/DC é a minha banda predileta).

Não que o filme seja ruim, só que o filme é... comum...

Ruben (Riz Ahmed), é um baterista que faz dupla com sua namorada Lou (Olivia Cooke), se apresentando em clubes com suas canções de Heavy Metal. De repente ele percebe que está perdendo a audição, não aos poucos, a moléstia vem de repente e em poucos dias o cara está surdo que nem uma porta.

Ele procura ajuda médica e o tratamento indicado é uma cirurgia para a colocação de uma prótese auditiva, só que custa uma nota.

A história fica ali, meio no impasse e enquanto não se resolve, sua namorada dá no pé, meio que inexplicavelmente, mas antes o acompanha até um instituto filantrópico, que ensina para novos surdos a arte da comunicação por sinais. Essa parte é o melhor do filme, mas ainda assim, faltou emoção e mais profundidade. E tem mais: o roteiro permeia com informações irrelevantes (como a dependência química de Ruben, da qual se livrou há quatro anos), além do que, falta verossimilhança, empatia e para ajudar, um final que não vai para lá e nem vem para cá.

Podem me chamar de chato, mas é a minha opinião de momento. E nem acho que Riz Ahmed (o vilãozinho meia boca de “Venom”), tenha se destacado tanto assim, para merecer a indicação.

Dá pra ver, mas não espere demais, que nem eu. Pelas críticas que eu li, achei que eu ia dizer “ooohhhh”, mas só consegui fazer um “blé...”.

Dependendo da premiação, talvez eu dê uma nova espiada, como fiz no ano passado com “Parasita”.

Nota 6.9 de 10
IMDb: 7.8 

sábado, 20 de março de 2021

Uma Noite na Ópera (A Night at Ópera) – USA 1935


Esta é mais uma das maravilhosas pataquadas dos Irmãos Marx.

Aqui, Groucho, Chico e Harpo, aprontam das suas, deixando todo mundo maluco, primeiro numa viagem de navio, onde embarcam meio na clandestinidade para ajudar um casal de namorados a integrar o elenco de uma companhia de ópera que vai se apresentar em Nova York.

Chegando lá, a confusão toda é quando eles passam a sabotar a apresentação, numa estratégia para chamar a atenção dos diretores e produtores para os seus amigos.

Muito humor sem noção, diálogos absurdos, enxurradas de piadas e cenas de humor pastelão, tudo recheado com números musicais, em destaque: Groucho e Chico dando um show no piano e Harpo mostrando suas habilidades numa harpa.

Filme em preto e branco, com um ritmo alucinante. Risadas garantidas em 1h36’ de duração.

Simplesmente imperdível.

Nota 8.2 de 10

IMDb: 7.9

sexta-feira, 19 de março de 2021

Legado Explosivo (Honest Thief) - USA 2020



Liam Neeson, em mais um filme no gênero que o consagrou.

Ele é Tom Dolan, um ladrão de bancos muito sutil, apelidado de “O Fantasma”, porque há 10 anos arromba cofres bancários na calada da noite e ninguém consegue prende-lo.

Mas de repente ele tem um ataque de bobeira, se apaixona, tem um surto de honestidade e resolve se entregar, devolvendo toda a grana roubada, para que seu relacionamento não sofra as consequências do seus atos (dá para acreditar?... então...). O que ele não imaginava, é que os agentes do FBI crescem o olho na grana e vão querer ficar com tudo. De quebra, pretendem tranca-lo no xilindró e jogar a chave fora.

É aí que o bicho pega, porque com Liam Neeson não se faz esse tipo de coisa (acho que os agentes não assistiram "Busca Implacável"). O espírito de fuzileiro baixa no cara, ele foge e  resolve perseguir os bandidos policiais, para provar que eles são gente do mal, enviados do capiroto.

Tirando algumas bobeiras, como a inocência do protagonista em confiar nos agentes e achar que só ia pegar dois anos de cana, somado ao motivo besta usado para ele devolver todo aquele dinheiro (9 milhões de verdinhas), o filme até que distrai. Mas não espere muita coisa, o diretor e roteirista Mark Willimas, é fraquinho de idéias e o filme só vale mesmo pelas cenas de ação. A história, se formos analisar, é uma bela conversa pra boi dormir. Além disso a mocinha (Kate Walsh), por quem o nosso bom ladrão se apaixona, é feinha de doer e faz umas caretas assustadoras.

Com Robert Patrick, O vilão de cristal líquido do “Extermindor do Futuro 2”, Jai Courtney de “O Exterminador do Futuro – Gênesis e Jeffrey Donovan de “Sicário 2”.

Nota 5.8 de 10
IMDb: 6.0 

Minari – USA 2020



Com seis indicações ao Oscar 2021: Melhor Filme, Melhor Ator (Steve Yeun), Melhor Direção (Lee Isaac Chung), Melhor Atriz Coadjuvante (Yoon Yeo-jeong), Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original, é um drama contando a história de uma família de imigrantes coreanos, que na década de 80, compram umas terras no interior do Estado do Arkansas e enquanto trabalham olhando bunda de pintos... eitah... ficou esquisito... mas é isso mesmo que Jacob, o pai, define seu emprego, numa cena do filme. Eles são selecionadores de pintinhos em uma granja, ao mesmo tempo em que se arriscam na plantação de vegetais de origem coreana, com a ideia de suprir uma futura demanda, por conta do grande número de imigrantes do seu país.

As dificuldades de adaptação, o filho que tem um problema de saúde e a esposa chata, são alguns dos vários problemas que a família terá que enfrentar.  E o filme é isso... dramático, mas não trágico, alegre, com aquele medo das incertezas, as constantes briguinhas do casal e a fé inabalável do pai.

Para quem gosta do gênero, um ótimo filme, quem prefere emoções mais fortes, troque de canal, mas eu recomendo uma olhadinha. É um filme agradável, o garotinho é ótimo e Steven Yeun, que surgiu em “The Walking Dead”, está muito bem no papel. Só acho que não leva o Oscar, mas não vai por mim, eu não dava nada por “Parasita” no ano passado e errei feio, o filme levou um monte de prêmios importantes...

Só para esclarecer: Minari é uma verdura nativa da Coreia, que segundo a avó, cresce como erva daninha em qualquer tipo de solo.

 Nota 7.5 de 10
IMDb: 7.7

quinta-feira, 18 de março de 2021

Wolfwalkers - Irlanda/UK 2020


Candidato ao Oscar 2021 de Melhor Animação, este filme é quase uma fábula, uma história que fala de uma lenda sobre lobos.

Os Wolfwalkers do título são uma linhagem nobre de lobisomens, criaturas mágicas que são humanos quando acordados e lobos andarilhos quando estão dormindo.

Os últimos de uma geração, uma senhora e sua filhinha Mebh, lideram uma matilha de lobos, habitantes de uma floresta nas proximidades de uma cidade comandada pelo cruel Lord Protector, uma espécie de inquisidor, sempre mal humorado, com a ideia fixa de exterminar os bichos, para que a população composta em sua maioria de colonos e lenhadores, possam derrubar árvores à vontade sem serem ameaçados.

Acontece que a mãe de Mebh, que partiu em busca de um lugar onde possa viver em paz com seus protegidos, não retorna e com isso, sua filha, se encontra sozinha, liderando a matilha e lutando pela sobrevivência.

Robyn é uma garotinha rebelde da cidade, que surge na floresta com a ideia de ajudar seu pai, um soldado fiel de Lord Protector, a caçar lobos, mas o acaso faz com que ela fique amiga de Mebh. A partir daí Robyn, passa a lutar para evitar o ataque e salvar os animais, com isso, descobre um segredo sombrio de Lord Protector.

Acho que o filme tem boas chances no Oscar, embora ainda ache que "Soul" é superior. Tudo vai depender do humor dos votantes.

Eu gostei, apesar do traço pontiagudo na composição dos personagens, coisa que não me agrada totalmente. Mas a direção de arte compensa, com suas cores vibrantes, lembrando clássicos japoneses como “O túmulo dos Vagalumes e a Viagem de Chihiro"”, por exemplo. É como se estivéssemos olhando para telas em exposição.

Quem gosta de desenhos, histórias de lobisomens, cavaleiros medievais, mistério e ação, não deve perder, é um prato cheíssimo.

 Nota 7.5 de 10
IMDb: 8.1

segunda-feira, 15 de março de 2021

Meu Tio (Mon Oncle) – França 1958

 

O ator e diretor francês Jacques Tati, não é muito conhecido por aqui. Já conversei com muita gente que nunca ouviu falar dele. Até eu mesmo, só fui conhecer alguns dos seus filmes depois que passei a me interessar mais "atentamente" pelo cinema, isso, ali pela década de 90.

Meu Tio”, representa bem o jeito Jacques Tati de fazer comédia. O filme mostra o cotidiano de um casal de classe média alta, que tem um filho pequeno e vive numa mansão toda cheia de parafernálias modernas, produtos da fábrica do Sr. Arpel, o pai.

O senhor Hulot (Jacques Tati), irmão da senhora Arpel, é o tio atrapalhado que chega para ajuda-los, buscando o garoto na escola e lhe fazendo companhia, mas o pai, fica de olho, achando que ele é má influência para o filho.

Hulot quase não fala, se expressa mais com gestos, O filme em geral, tem poucos diálogos, mas é cheio de gags visuais, como o cachorro que se assusta com a cabeça do peixe de fora da sacola e as dificuldades de Hulot com os comandos eletrônicos da casa.

Não vai te matar de rir e algumas cenas apenas retratam o dia a dia dos moradores: a feira, os vizinhos, o lado pobre do bairro, algumas travessuras de um grupo de meninos e até as "aventuras" de um grupo de vira-latas. O filme critica o consumismo e a vida de aparências, quando a ostentação faz parte integrante do cotidiano, exemplo: a  preocupação da esposa que liga o chafariz de água azulada do jardim, sempre que chega uma visita importante.

Alegre, agradável, com uma trilha sonora perfeitamente escolhida, o filme pode até não agradar quem prefere ação e piadas mais diretas, mas é uma obra singular, diferente e inteligente, sem ser pretensiosa.

Meu Tio”, levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o Prêmio Especial do Juri, em Cannes, no ano de 1959.

Vale a pena conhecer.

 Nota 7.6 de 10
IMDb: 7.8

Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...