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sábado, 7 de maio de 2022

Morte no Nilo (Death on the Nile) USA 2022 nota 6,6

Mais um remake de romance adaptado de Agatha Christie.

Assim como em “Assassinato no Expresso do Oriente” de 2017, Kenneth Branagh dirige e atua como o protagonista da história, o detetive belga Hercule Poirot.

A exemplo do anterior, a reputação de Kenneth em Hollywood, lhe valeu um ótimo orçamento (um dos produtores é Ridley Scott) e o direito de escolher grandes estrelas para o elenco.

O que faltou mesmo, foi inspiração.

Um roteiro murcho, com um vilão sem carisma (nunca gostei do Armie Hammer) e mesmo com as ilustres presenças da linda Gal Gadot, da estrelíssima Annete Benning (tá velhinha...) e do polêmico Russel Brand (aqui em um papel sério), o filme fica ali na média e nunca empolga de verdade.

A maneiro como o primeiro crime é mostrado, “telegrafa” a maneira como foi planejado e cometido. Não me lembro do livro, pois já faz um bom tempo que li, mas recordo que a “Rainha do Crime”, até chegar no final da história, me deixou a ver navios (hi hi hi,... desculpem), dada a sua maestria em “esconder” os assassinos dos seus romances.

Aqui, basta um pouquinho de atenção, para matar a charada no instante em que ocorre.

Ainda assim, o filme prende a atenção pela sua qualidade visual e o brilho do elenco.

Outro ponto negativo é aquele final bobo, sem graça e sem criatividade.

Mas é Agatha Christie e o filme foi bem produzido, para mim, é o suficiente, para vocês, eu não sei, então....

É por sua conta e risco.

Nota 6.6 de 10
IMDb: 6.3


Projeto Adam (The Adam Project) – USA 2022 nota 6,8

Ryan Reynolds cai com a sua nave numa floresta pertinho de sua casa de quando ele era criança.

Sua mãe viúva e seu filho menino (a sua versão criança), vivem uma vidinha interiorana comum, mas tudo vai mudar com a chegada dele.

Filme sobre viagem no tempo que quebra um paradigma: As duas versões de uma pessoa, podem sim interagir sem se preocupar com algum efeito mortal teoricamente explorado em muitos outros filmes sobre o tema.

Adam, está tentando reverter uma situação acontecida na sua época, 2050, que foi alterada por uma vilã que retornou e mudou alguma coisa no passado.

Ação, bom humor, efeitos especiais sem parcimônia, um filme fácil de ver e de esquecer, como muitos produzidos ultimamente. É ruim? Não, não é, vale uma conferida se você busca diversão sem emoção.

Se isso não for um problema, eu recomendo, o filme é bem feitinho e divertidinho.

Jennifer Gardner é a mamãe gatona, Catherine Keener, a vilã (envelhecida naturalmente e rejuvenecida digitalmente), O Incrível Hulk, Mark Ruffalo aparece na metade do filme pra dar um gás e a feiosa Zöe Saldanha também participa do pega-pega.

O diretor é Shawn Levy, o criador de “Stranger Things”, que desta vez não conseguiu o mesmo sucesso da série. Ficou ali, no marromeno.

Nota 6.8 de 10
IMDb: 6.7


As Trambiqueiras (Queenpins) – USA 2021 nota 7,0

Boa comédia baseada em fatos, sobre duas amigas, Connie, uma dona de casa na casa dos 30 anos (Kristen Bell) e Jojo (Kirby Howell-Baptiste de “Porque as Mulheres Matam”), uma moça que cuida da mãe.

Connie é fissurada por cupons de descontos e Jojo tem um canal no youtube, onde oferece dicas de consumo, mas tem poucos seguidores.

De repente, resolvem aplicar um golpe no sistema de cupons, chamando a atenção de um funcionário hiper dedicado ao seu trabalho Paul Walter-Houser de ”O Caso de Richard Jewell” ele começa uma caçada ferrenha para descobrir as espertinhas e botá-las em cana.

Filme ligeiro, divertido e interessante, com o grandalhão Vince Vaughn aparecendo ali pela metade do filme e roubando a cena.

Não se deixe enganar pela má avaliação dos críticos, o filme é leve, divertido e um ótimo passatempo.

Obs: Se alguém achar exagerado a rigidez dos correios quanto aos maus utilizadores dos seus serviços, vejam o filme e comprovem que é tudo verdade.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 6.3


quarta-feira, 4 de maio de 2022

Heavy Trip – Noruega 2018 nota 7,0

Quatro amigos bobalhões, interioranos e muito estranhos formam uma banda de Heavy Metal, mas são carentes de apoio, pois nem os amigos, nem a família e muito menos a vizinhança, dispensam qualquer incentivo aos metaleiros cabeludos e atrapalhados. Além disso, eles não conseguem ensaiar direito por conta da própria falta de noção, mas vivem sonhando em pelo menos tocar em alguma espelunca.

Turo Moilanem, o vocalista (estilo Max Cavallera), é apaixonado pela filha do chefe de polícia, que não vai com a sua cara e pra ajudar, sua timidez atrapalha e ele não consegue se declarar, além disso, o pai da moça vive na sua cola e para completar, um empresário malandro e cheio das más intenções vive aporrinhando a garota para namorar com ele.

Mas um dia, uma oportunidade aparece e apesar de todos os contras, parece que finalmente eles vão tocar para um público.

Filme sem muita lógica, cheio de absurdos e coincidências forçadas, como deve ser toda boa comédia de humor besteirol.

E é isso que o filme é, um besteirol musical, com um roteiro nonsense, mas tem um final espetacular.

Se você é fã de Heavy Metal, não deve perder.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.0


Batman (The Batman) – USA 2022 nota 7,8

Novas aventuras do Homem Morcego na velha Gotham City, assessorado pelo velho Pinguim (Colin Farrel irreconhecível), Comissário Gordon (dessa vez vivído pelo bom e versátil Jefrey White), a “gata” Zöe Kravitz e a estrela do filme (que aparece pouco), O Charada que já foi Jim Carrey, mas desta vez ganhou a cara do Paul Dano.

É mais do mesmo, só que diferente.

Falando dos mais recentes, o Batman do Tim Burton e Michael Keaton, foi um Batman que resgatou o interesse pelo personagem e mesmo com muitas críticas em relação à escolha do protagonista de "Os Fantasmas se Divertem". o filme se tornou um clássico e teve algumas continuações (para mim, todas inferiores). O Batman de Christopher Nolan com Christian Bale, já veio mais violento e teve também suas continuações, trazendo um Coringa cruel, violento, carismático e marcante (Heath Ledger), impagável, icônico, inesquecível.

Ben Afleck vestiu a roupa preta, a máscara e a capa no Batman de Zack Snyder, e se saiu muito bem. Seus filmes foram os mais caros da história e com certeza ficarão gravados na memória dessa geração.

Agora temos um ex-vampiro amorcegado, numa nova roupagem e num enredo em que ele parece ter caído de para-quedas, pois passa-se a impressão de que o filme já estava em andamento, quando começou.

Nosso novo Batman é mais sombrio, taciturno (até quando está Bruce Wayne). Seus “brinquedinhos maravilhosos” parecem um tanto obsoletos, se comparados com os últimos Batmans, o Batmóvel, parece um jipe melhorado, mas não aperfeiçoado e esses fatores acabam dificultando o trabalho do nosso herói, talvez por isso o filme tenha quase três horas de duração.

Mas não se preocupem com isso. Robert Pattinson está bem razoável (apesar da voz), a trama segura a gente na poltrona, o filme não cansa, é 100% interessante e... é Batman... e apesar de ter ficado abaixo das minhas expectativas, eu não deixaria de assistir.

Nota 7.8 de 10
IMDb: 8.0


Encanto USA 2021 nota 7,0

Musical simpatissíssimo que ganhou o Oscar de Melhor Animação, derrotando concorrentes de peso, como “Raya e o Último Dragão” e o surpreendente “Flee”.

Mirabel Madrigal nasce em um povoado na Colômbia, afastado de tudo e fundado pela sua família. O lugar, chamado de Encanto, é mágico e todos da família da menina, em um certo momento da infância, receberam um dom mágico e se tornaram especiais, só que quando chega sua vez, algo não dá certo e ela passa a viver uma vida em que, apesar da sua energia e bom humor, sente-se à margem de seus familiares, sem saber que no futuro, todos dependerão dela para que o povoado sobreviva.

Gostei bastante dos personagens, das músicas (inclusive a música “We can’t talk about Bruno”, grudou na minha cabeça e eu fiquei cantarolando o refrão por uma semana).

Para mim, o ponto fraco foi o desfecho, pois na hora da reviravolta, quando o Plot Twist deveria ser algo para ficar marcado na história... fué... fué... fué... foi fraquinho, fraquinho e sem impacto. Aconteceu que uma personagem caiu em si e admitiu que vinha se comportando de modo errado. Só isso. Portanto a minha nota caiu de prováveis 7,9 para 7,0.

As vozes não são de artistas consagrados. John Leguisamo é a maior celebridade, dublando o personagem Bruno.

Mesmo assim, vale a pena. Um filme gostoso de assistir, engraçado, alegre com belas músicas e ótimas tiradas humorísticas.

Não deixe de ver.

Nota 7.0 de 10
IMDb: 7.2


Johnny & June (Walk the Line) - USA 2005 nota 6,5

Biografia do cantor Johnny Cash, desde a infância marcada pela tragédia na fazenda de algodão da família e o amadurecimento entre sua música e o olhar crítico do pai controlador (Robert Patrick).

Seus dramas, seus amores, os problemas com a bebida e as drogas, o desapego da família e da esposa Vivian (Ginnifer Goodwin de “Porque as Mulheres Matam”).

Em meio a altos e baixos, a paixão pela cantora June Carter (Reese Witherspoon), com quem vivia uma constante relação de amor e brigas intensas.

Eu não gostei do filme. A história foi contada de um ponto de vista que incomoda. Excetuando-se as músicas, tem poucos momentos agradáveis e o enredo se concentra mais nos problemas e nas birras, quando ele está com em família, e também quando está nas turnês, mas ainda assim, eu reconheço o valor do filme.

Muita música, mostrando alguns dos maiores sucessos do astro, todas cantadas por Joaquim Phoenix, inclusive retratando as parcerias com Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carla PerkinsReese Witherspoon, também dá boas pinceladas e isso ajuda bastante, mas eu gostaria de ter visto algo mais leve e mais divertido.

Faltou sensibilidade e humor, num filme amargo, embora adocicado pela boa música country/Rock.

Vale conhecer.

Nota 6.5 de 10
IMDb: 7.8


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...