Menu - Gêneros

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Noite Passada em Soho (Last Night in Soho) – Reino Unido 2021 - Nota 6,9

Filme com um início envolvente, singular, único... confesso que cheguei a me emocionar com a primeira meia hora e a expectativa do que viria pela frente com uma história tão legal, mas...

Eloise (Thomasin Mackenzie, de Jojo Rabbit) é uma moça interiorana órfã, que vive com a avó e tem a chance de realizar o sonho de ser designer de modas ao ser aceita numa prestigiada escola da capital. Então ela, inocente, pura e besta, parte para Londres e lá vai conhecer o lado predador, cruel, invejoso e destrutivo do ser humano. Até aí nada de novo, certo?

Acontece que a menina começa a sonhar com Sandie (Annya Taylor-Joy), uma moça que viveu nos anos 60. Nos sonhos ela acompanha a vida da garota, seus sonhos e decepções, na sua luta para brilhar no Show Business.

Na escola de arte, ela tem a ideia de reproduzir os modelos usados pela personagem dos seus sonhos e chama a atenção das professoras e das colegas.

Mas o que parecia uma premissa interessante, mostrando o glamour e o falso glamour dos anos 60, combinado com a época atual (a sequência da Sandie cantando “Dowtown” de Petula Clark, é coisa linda, apesar de muito curta) falando nisso, que atriz é essa Annya Taylor-Joy! Maravilhosa!

Então... o que parecia ir por um caminho bem legal, sofre (sofre mesmo), um plot twist no meio da estrada e desemboca para a mesmice, levando a gente num desfecho sem qualquer novidade, ouso dizer que até com certa incoerência.

Mas vale pelo início.

O filme está na lista dos candidatos a indicações para o Oscar 2022 e tem a presença marcante do velho e bom Terence Stamp.

O diretor é Edgar Wright que tem bons filmes no currículo, entre eles, “Todo Mundo Quase Morto” de 2004, “Chumbo Grosso” de 2007 e “Em Rítmo de Fuga” de 2017. 

Se quiser conferir, é por sua conta e risco.

Nota 6,9 de 10
IMDb: 7.2


segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

007: A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service) – UK 1969

O James Bond que não deu certo.

George Lazenbi interpretou o agente só nesse filme, porque os fãs e a crítica detonaram o cara.

Coitado...

Para quem não se lembra, em 1971 chamaram Sean Connery de volta para o sétimo filme da franquia: “007 – Os Diamantes São Eternos”.

Na verdade, Lazenbi que na época estava com trinta anos de idade (só pra constar), não teve culpa, o cara até que se esforçou. Os culpados foram os produtores e o diretor Peter R. Hunt, que escolheram o ator achando que ele tinha certa semelhança com Sean Connery.

A Serviço Secreto de Sua Majestade é um bom filme. Tem clima de 007 e Lazenbi se sai muito bem nas cenas de ação (o cara dá cada porrada que dá gosto de ver), além disso é um conquistador incorrigível, como deve ser todo bom 007.

O problema acho que foi o seu rosto. Apesar de ter uma certa semelhança com Sean Connery (que tinha se desligado depois de cinco filmes), Lazenbi tinha as maçãs um tanto salientes, o que lhe dava um ar meio efeminado. O andar do cara também não era lá muito elegante, levava mais jeito para um cowboy turrão do velho oeste.

O roteiro do filme é bom (não é o melhor), mas está na média,  (o eterno Kojak), faz o chefe da Spectre, Stavro Blofeld com maestria e as bondgirls são um show à parte.

O filme é interessante e fácil de assistir, apesar daquele final desnecessariamente cruel, mas que rendeu história nas sequências.

Lazenbi está hoje com 82 anos, continua na ativa, apesar que depois deste 007, nunca mais fez nada tão expressivo como um "James Bond".

Se tem alguém que é fã da série e não conhece esse filme, deve conhecer.

Nota 69 de 10
IMDb: 6.7 

sábado, 25 de dezembro de 2021

Alerta Vermelho (Red Notice) – USA 2021

Dirigido por Rawson Marshall Thurber, que em 2013 dirigiu a ótima comédia “Família do Bagulho” com Jason Sudeikis e Jennifer Aniston e o flácido “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite” de 2018, o diretor parece que trabalha melhor com orçamento limitado, pois tanto Arranha-Céu... e agora este Alerta Vermelho, apesar do elenco e da dinheirama gasta, são fraquinhos a ponto de causar tédio.

Mas vamos ao que interessa aqui:

Ryan Reynolds é Nolan Booth, um ladrão de antiguidades que acaba trombando de frente com John Hartley (Dwayne Johnson), um agente da Interpol que anda na captura de um outro ladrão famoso, ou ladra famosa apelidada de “O Bispo” (??!!), interpretada pela Wonder Woman Gal Gadot, personagem concorrente direta de Nolan, ao troféu de melhor surrupiador(a) de antiguidades do planeta.

Em quarto lugar na cadeia hereditária de importância de personagens, a agente do FBI Urvashi Das (Ritu Arya), uma profissional dedicada, mas que só faz m... atrapalhando seus colegas ao arremeter em suas abordagens nas horas mais impróprias e das maneiras mais esdrúxulas.

Os objetos cobiçados aqui, são três ovos manufaturados em ouro e pedras preciosas que pertenceram à rainha Cleópatra e devem valer por baixo, algumas centenas de milhões de verdinhas.

Muita correria na captura das preciosas peças, com perseguições, acrobacias mirabolantes e piadinhas de qualidade pífia, num filme oco de emoções, coerência e relevância, apinhado de situações forçadas, incapazes de convencer até uma criança de cinco anos de idade.

É risível que o apetrecho de abertura de um bunker nazista construído no meio da floresta da Argentina em 1930, seja aberto com uma mão (mesmo sendo a mãozorra do The Rock) e não tenha um pingo de ferrugem... tsc... tsc... tsc...

Apesar de toda a correria e a flagrante tentativa de resgatar o gênero “Indiana Jones”, o filme chega a dar sono. Eu interrompi a fita umas três vezes antes do término.

Roteiro fraco, direção idem (sem inspiração), atores sonolentos e efeitos razoáveis que podem até empolgar um viajante do tempo recém chegado dos anos 20.

Serve para uma Sessão da Tarde “Especial de Ano Novo”, por exemplo, para ajudar a passar a ressaca da virada e tirar um cochilo no sofá.

Participação de Ed Sheeran, como ele mesmo.

Nota 6.0 de 10
IMDb: 6.4


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Kate - USA 2021

Mary Elisabeth Winstead (Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa), é a assassina fodona do título.

Trabalhando no Japão sob a supervisão do seu chefe, empresário, amigo e tutor Varrick (Wood Harrelson), ela acaba entrando numa roubada do satanás ao eliminar um dos chefões da Yakuza.

Disposta a não deixar barato, ela procura até descobrir que foi envolvida na treta por um dos membros mais importantes do grupo mafioso japonês e sai na captura do sacana, mas uma garota adolescente da boca suja e a revelação de um segredo, vão fazer com que ela mude o seu modo de encarar as coisas. Mas não de agir.

Na linha de “Anônimo”, aquele filmaço do diretor russo Ilya Naishuller, com Bob Odenkirk no papel principal, “Kate” é um caso complicadíssimo para qualquer inimigo.

Muito tiroteio, perseguições, explosões, artes marciais, porradaria a gosto e toda parafernália já conhecida dos filmes de ação, além de muito sangue jorrando do começo ao fim. Vai ter momentos em que você vai se agachar no sofá.

Dirigido por Cedric Nicolas-Troyan de “O Caçador e a Rainha do Gelo”, aquele filme de 2016 com o Chris Hemsworth e as beldades, Jessica Chastain e Charlize Theron.

Quem gosta do gênero, não deve perder. Você vai ouvir o chumbo zunindo nos seus ouvidos.

Com o experiente Jun Kunimra, ator japonês que participou dos dois "Kill Bill" e mais uma montueira de filmes.

Nota 6.8 de 10
IMDb: 6.2


quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

O Homem das Castanhas (The Chestnut Man – 1ª Temporada) – Dinamarca 2021

 
Minissérie dinamarquesa “grudenta”.

Grudenta porque depois que assisti o primeiro episódio (são seis ao todo), não consegui desgrudar enquanto não cheguei no final.

Uma mulher que ocupa um alto cargo na política do país, tem sua filha de doze anos sequestrada. Um sujeito esquizofrênico é preso e confessa que raptou, matou e esquartejou a menina, mas não esqueceu do lugar onde escondeu o corpo.

Um ano depois, uma mulher é assassinada, ao lado do corpo, é encontrado um bonequinho feito de castanhas secas, com a digital da menina assassinada. A partir daí, Naia Thulin (Danica Curcic), uma investigadora da polícia de Copenhage e seu parceiro Mark Hess (.Mikkel Boe Følsgaard), recém chegado de outra cidade, se empenham em descobrir qual a ligação entre os dois casos.

Baseado em um best-seller escrito por Søren Sveistrup e publicado em 2018, a história é enxuta, dinâmica e envolvente e conforme as pistas vão aparecendo e outros crimes vão acontecendo, segredos do passado de alguns dos envolvidos mais próximos vão sendo revelados.

Sim, é mais do mesmo, mas é uma produção de alta qualidade, com muito suspense, uma boa dose de mistério e um elenco afiadíssimo.

Vale conhecer.

Nota 7.5 de 10
IMDb: 7.7


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Limbo – UK 2020

Concorrente a premiações em vários festivais de cinema da Europa, entre os mais importantes, o Prêmio Bafta da academia Inglesa, Festival de Sydney, San Sebastian, Munich, London Críticos de Arte, etc... esse filme andou levando pra casa alguns dos prêmios.

É uma fita lenta e contemplativa, mostrando o dia a dia de alguns refugiados que ficam confinados em um centro para alocação de estrangeiros que pedem asilo na Escócia.

No centro da história, Omar (Amir El-Masry), um jovem músico sírio e o seu relacionamento com os novos colegas, os habitantes da ilha e a sua família com quem ele se comunica de um telefone público instalado no meio do nada.

A região é um tanto deserta, o que possibilitou ao diretor e roteirista Ben Sharrock, colher belas imagens panorâmicas.

O filme lembra em vários momentos, a cultuada trilogia do diretor holandês Roy Anderson: “Canções do Segundo Andar” de 2000, “Vocês o Vivos” de 2007 e “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência” de 2014 (veja nossa crítica aqui mesmo).

Ben Sharrock não é Roy Anderson, portanto não tem a mesma qualidade (seria muito difícil), mas é clara a influência.

Pra quem gosta de filmes de arte, vale uma expiada.

Eu gostei.

Nota 6.9 de 10
IMDb: 7.2


sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

O Último Duelo (The Last Duel) – USA 2021

Magnífico!!!!

Não sei se por eu ter lido o livro antes de ver o filme, mas me impressionou demais esse filmaço de Ridley Scott. Mais um.

Matt Damon é Jean de Carrouges, um cavaleiro do rei que no ano de 1386, ao voltar de um longo período em batalha numa guerra interminável entre a França e a Inglaterra, fica sabendo que na sua ausência, seu ex-amigo Jacques Le Gris (Adam Driver), que é escudeiro e amigo do influente conde Pierre d’Alençon (Ben Affleck), invadiu sua residência e estuprou sua bela esposa Marguerite (Jodie Comer), a assassina gata da série “Killing Eve”.

Jean faz a denúncia ao conde, que não dá a menor importância, então ele vai direto no mandachuva, o rei Carlos VI, no auge da sua adolescência, com 16 anos de idade, que passa a bola para os seus vassalos da igreja e da justiça. Um processo é instaurado e como o título já entrega, o duelo é confirmado.

Aconselho que você leia o livro de Eric Jager, antes de assistir. É uma experiência empolgante ver o que o diretor de “Blade Runner”, “Alien”, “Chuva Negra”, “Thelma & Louise”, “Gladiador”, “Falcão Negro em Perigo”... fez com essa história verídica que até hoje é comentada naquela região.

Pra se ter uma ideia, o último registro do caso foi publicado por um cronista em 1959, ou seja, 573 anos depois.

A fotografia do filme é de encher os olhos, Jodie Comer perfeita (arrisco até uma indicação ao Oscar 2022), Matt Damon, sensacional, Adam Driver então, nem se fala da competência desse cara. A direção de Ridley Scott é segura e criativa (acrescentando uma emoção além do livro, deixando  a gente de boca seca em algumas sequências). A cena do duelo é pra ver e rever e rever...

Enfim... um filme pra ficar na história. O melhor filme que eu vi esse ano, e olha que foram muitos, alguns ótimos como “Duna”, por exemplo (veja nossa crítica aqui mesmo).

Recomendadíssimo! Não deixem de assistir.

Falando em Ridley Scott, o cara é incansável, vem “Casa Gucci” por aí...

Nota 8.9 de 10
IMDb: 7.5


Missão de Sobrevivência (Kandahar) - USA 2023 nota 7,1

Depois de alguns filminhos de ação sem muita qualidade, Gerard Butler enfim consegue estrelar um bom filme de ação. Ele é um agente da CIA ...